Paraná

Grávida de seis meses morre cinco dias após ser atingida por carro que furou preferencial

gravida-de-seis-meses-morre-cinco-dias-apos-ser-atingida-por-carro-que-furou-preferencial
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp


Polícia Civil afirma que motorista que bateu no carro da grávida estava embriagado; ele responde em liberdade. Acidente foi registrado em Curitiba. Manuela tinha 19 anos
Divulgação/Família
A jovem Manuela Queiroz Vicentini, de 19 anos, morreu no hospital nesta quinta-feira (21). Ela estava internada desde domingo (17), quando o carro em que estava com o marido foi atingido por outro veículo, em Curitiba.
Manuela estava grávida de seis meses. A criança também morreu. O sepultamento delas será no sábado (23).
A polícia investiga se o motorista do outro veículo, Samuel Alisson Soares Barbosa, dirigia embriagado. Logo após o acidente, ele se negou a fazer teste do bafômetro, segundo a polícia. Veja vídeo abaixo.
Motorista fura preferencial e bate em carro onde estava grávida de 6 meses
O marido de Manuela, Carlos Daniel, disse que com a força da batida, a jovem foi arremessada para fora do carro.
“Acertou bem na porta dela. Após a pancada eu apaguei. Eu acordei no banco de trás, ela já não estava dentro do carro. Eu sai do carro ela estava do lado de fora, caída e gritando com muita dor”.
Manuela e Carlos eram casados
Divulgação/família
De acordo com a polícia, Samuel Barbosa foi preso em flagrante por lesão corporal qualificada por embriaguez ao volante. Por decisão da Justiça, ele foi solto na última terça-feira (19), mesmo dia em que o bebê de Manuela não resistiu aos ferimentos e morreu.
O despacho que determinou a soltura do suspeito alega que ele não foi interrogado por autoridade policial e que, por isso, a prisão foi avaliada como ilegal.
O que diz a defesa
O advogado Airton Adonsk Júnior defende o motorista e informou que seu cliente está arrependido e passando por tratamento psicológico.
“Responderá na medida da sua culpabilidade e não se eximirá das reprimendas estatais, tanto na seara civil quando penal”, diz trecho da nota divulgada pelo advogado.
Ainda segundo o advogado, o suspeito realmente se recusou a fazer o exame do etillômetro, mas, segundo ele, porque Samuel sofreu agressões por parte da primeira equipe de policiais que atendeu no local do acidente. O g1 pediu retorno da polícia sobre esta acusação, mas ainda não teve resposta.
A advogada Aline Koner, que defende a família de Manuela e Carlos Daniel, ressaltou que a família das vítimas não agrediu, em momento algum, o suspeito na noite do acidente.
O acidente
Manuela Vicentini, de 19 anos, estava grávida de seis meses; criança não resistiu ao acidente em Curitiba
Arquivo pessoal
Conforme as investigações, o carro onde estava Manuela foi atingido pelo carro dirigido por Samuel Barbosa, que furou a preferencial.
O caso é investigado pela Polícia Civil. O acidente aconteceu em um cruzamento, ao lado do cemitério do bairro Boqueirão.
Uma testemunha que chegou logo após o acidente relatou como viu o motorista suspeito de causar o acidente.
“O que me incomodou muito foi que esse condutor, que causou aparentemente esse acidente, fazia expressões de deboche. Dizendo que não ia dar nada a situação”, detalhou Cristiano Rogério, que foi ouvido pela polícia.
Motorista de aplicativo agride passageira
Vídeos mais assistidos do g1 PR:
Veja mais notícias do estado em g1 Paraná.

MAIS NOTÍCIAS

PUBLICIDADE

Rolar para cima