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Laudo aponta imprudência em explosão que matou dois trabalhadores em cooperativa de Maringá

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Segundo a Polícia Civil, perícia indicou que trabalhadores não levaram em consideração questões associadas à própria segurança da execução do trabalho. Investigação continua. Laudo aponta que houve imprudência em explosão na Cocamar
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Uma das etapas da investigação sobre a explosão na Cocamar Cooperativa Agroindustrial, em Maringá, no norte do Paraná, apontou que houve imprudência por parte dos dois trabalhadores que morreram no acidente, segundo a Polícia Civil.
De acordo com a polícia, a informação foi apresentada por meio do laudo criminalístico, composto por relatório de 41 páginas e feito por peritos do Instituto de Criminalística.
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Segundo os bombeiros, os trabalhadores, de 32 e 36 anos, estavam soldando um tanque de fluídos, quando a explosão aconteceu. Eles foram arremessados a mais de 20 metros do local e morreram no local, em 4 de março.
O delegado da Polícia Civil Osmir Ferreira Neves Júnior informou que o laudo é uma das peças importantes do inquérito, que deve ser concluído nos próximos dias.
“O perito indicou que a causa do acidente foi determinada pela imprudência dos trabalhadores que estavam naquele recinto. Eles não teriam observado questões associadas à própria segurança da execução do trabalho. É uma informação extremamente relevante, mas não é a única que irá determinar a avaliação na conclusão do inquérito.”
Tanque foi arremessado após explosão, em Maringá
Arquivo pessoal
Conforme a Polícia Civil, a próxima etapa da investigação deve ocorrer nos próximos dias, por meio dos depoimento dos envolvidos.
“Os depoimentos devem iniciar na próxima semana e também é muito importante a questão do relatório da gerência regional do trabalho sobre as condições de trabalho dos cidadãos que foram a óbito”, disse.
De acordo com o delegado ainda, a polícia deve ouvir a direção da Cocamar, o responsável pela segurança do trabalho e os fiscais de trabalho, que conferem o uso dos Equipamentos Individuais de Proteção (EPIs).
Na sequência, deve começar também a oitiva do responsável pela empresa terceirizada, para quem os funcionários trabalhavam.
À época do acidente, a Cocamar lamentou o ocorrido, disse que adota rigorosos processos de segurança e que está prestando assistência às famílias das vítimas.
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