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Jovem morto por policiais em Curitiba tinha denunciado perseguição, diz advogado

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Alisson França, de 25 anos, morreu após ser baleado por PMs na última segunda (7). Corporação diz que ele reagiu, armado, a uma abordagem. Família nega. PM disse que Alisson França reagiu, armado, a uma abordagem
Divulgação/RPC
A defesa da família do motoboy Alisson Vinícios França, de 25 anos, morto por policiais militares na última segunda-feira (7) em Curitiba, disse que o jovem denunciou, há quatro meses, perseguição policial na Corregedoria da Polícia Militar. Leia mais abaixo.
A morte de Alisson gerou reação de moradores da Vila Torres, no bairro Prado Velho, que destruíram e incendiaram um ônibus em protesto.
PM abre inquérito para apurar ação que terminou com homem morto no Prado Velho
Após a morte, a PM disse que Alisson reagiu, armado, a uma abordagem. A defesa família, porém, nega que houve confronto.
Ônibus da linha Cabral/Portão foi destruído no protesto pela morte do jovem
RPC Curitiba
Segundo o advogado André Luiz Kravetz, o jovem passou a relatar perseguição depois que um policial foi baleado em uma operação na vila.
Alisson, segundo o advogado, não estava presente no dia ocorrido, porém, a partir do episódio, policiais passaram a procurá-lo no bairro, mostrando uma foto do rapaz em diversas casas.
“Ele tinha medo de ser morto. Segundo as testemunhas, eles falavam que queriam o Alisson e não sabiam o que aconteceria se ele não se entregasse. As ameaças eram bem graves com relação a ele”, disse o advogado.
Alisson chegou a mandar um áudio para o advogado antes de ser morto, relatando a perseguição.
“Ficou meio assustada assim, perguntou qual era o motivo deles ‘estar’ com foto minha e tal. E daí eles ‘diz’ que foi por conta do ocorrido que teve no dia, no dia antepassado e tal [SIC]”, relatou o jovem ao advogado.
Depoimento na Corregedoria
Segundo a defesa, após fazer a denúncia, Alisson prestou depoimento na Corregedoria em 8 de fevereiro, um mês antes de ser morto.
O jovem tinha passagens pela polícia por violência doméstica e posse de drogas para consumo próprio.
O que diz a PM
Em nota a Polícia Militar confirmou que Alisson formalizou uma reclamação na ouvidoria da instituição. A PM também informou que, ao ser questionado, o jovem afirmou que não recebeu nenhuma ameaça direta de policiais, e que relatou que outras pessoas disseram a ele que policiais o procuravam no bairro.
Um dia após a morte de Alisson, a PM disse que fazia o patrulhamento da região, na Vila Torres, quando viu um grupo fugir após perceberem a presença dos oficiais. O jovem estava no grupo.
Também segundo a corporação, Alisson invadiu uma casa e, quando pulou uma janela, a polícia percebeu que ele estava armado. O jovem, segundo a PM, atirou contra os policiais, que revidaram. Ele morreu no local.
A PM disse, ainda, que na casa onde Alisson entrou foi encontrada “certa quantia de maconha e cocaína embaladas para a venda, faca para fracionamento da droga, balança de precisão e um revólver”.
Investigação
Na terça (8), a PM abriu inquérito para apurar o caso.
Os policiais envolvidos na abordagem foram afastados para acompanhamento psicológico, procedimento padrão e obrigatório em casos de confronto. O afastamento se dá durante a investigação militar.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), disse que está acompanhando a investigação do caso.
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