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Prefeito de Fazenda Rio Grande tem mandato cassado pela câmara de vereadores

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Nassib Hammad (PSL) foi acusado de envolvimento em esquema de fura-fila da vacina contra a covid e de contratação irregular de servidores. Defesa do prefeito negou irregularidades. Prefeito de Fazenda Rio Grande tem mandato cassado pela câmara de vereadores
O prefeito de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, Nassib Hammad (PSL), teve o mandato cassado pela Câmara Municipal, em uma sessão que terminou na madrugada deste domingo (20).
Assista, no vídeo acima, o momento em que a câmara declara o afastamento definitivo do prefeito.
Hammad foi acusado de envolvimento em um esquema de fura-fila da vacinação contra a Covid-19 e de contratação irregular de servidores. A defesa dele negou as irregularidades.
Os vereadores analisavam o pedido de cassação em uma sessão extraordinária que começou às 9h30 de sábado (19). A discussão havia sido suspensa por duas vezes, uma em setembro e outra em novembro, ambas por liminares que suspenderam as sessões.
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi criada em julho de 2021 para analisar as denúncias na administração municipal. Leia mais detalhes, ao final da reportagem.
Prefeito de Fazenda Rio Grande, Dr Nassib (PSL), foi cassado pela câmara municipal
Divulgação/Fazenda Rio Grande
Dos treze vereadores, apenas onze participaram da sessão. Dois deles passaram mal e tiveram que ir para o hospital no sábado.
Com a cassação do mandato do prefeito, quem assume o cargo é o vice-prefeito, Marcos Marcondes (Pros).
Até a publicação desta reportagem, o g1 e a RPC tentavam contato com a defesa do prefeito sobre a cassação.
Sessão que cassou mandato do prefeito de Fazenda Rio Grande durou até a madrugada deste domingo (20)
Divulgação/Câmara Municipal de Fazenda Rio Grande
Fura-fila da vacina e servidores irregulares
Segundo as investigações, aproximadamente 170 servidores da Prefeitura de Fazenda Rio Grande tomaram a vacina contra o coronavírus indevidamente. Alguns trabalhavam em setores administrativos e outros estavam fora da faixa etária que poderia ser imunizada na época.
Um servidor da Assistência Social, de 27 anos, foi vacinado quando o município estava imunizando moradores na faixa dos 60 anos, conforme a denúncia analisada na Casa.
O servidor chegou a publicar uma foto em que dizia: “Enfim chegou minha vez, muito feliz por esse momento, e tudo isso só foi possível graças ao emprenho da Secretaria de Assistência Social para que todos os seus colaboradores fossem vacinados”.
Em outra denúncia, o prefeito foi acusado de irregularidades administrativas. Documentos indicaram que o município contratou servidores sem qualificação para o cargo.
Para comprovar experiência profissional, um deles usou documento falso assinado pelo secretário de Administração.
As investigações também mostraram desvio de função na Prefeitura. Servidores nomeados para um determinado cargo exerciam outra função, e com salário até 50% maior.
A defesa do prefeito, Leandro Rosa, negou as contratações irregulares e afirmou que nenhum servidor furou a fila de vacinação contra a covid. O advogado diz haver um “profundo desconhecimento” na denúncia contra o chefe do Executivo municipal.
“Desconhecem que o STF reconheceu a autonomia dos entes para definir as suas políticas […] É impossível que o prefeito cuide pessoalmente de cada uma das atividades do município”, disse Rosa.
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