Após fim das concessões, motoristas reclamam de ondulações no asfalto e lixo espalhado na BR-376, no Paraná

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Problema está no quilômetro 345 na rodovia, em Ortigueira. Motoristas que passam pelo trecho se deparam com parte da pista desgastada e desnivelada. Ondulações no asfalto da BR-376 preocupam motoristas
Após fim dos contratos de concessão de pedágio, algumas rodovias voltaram a enfrentar problemas de manutenção. Na BR-376, motoristas reclamam de ondulações no asfalto e do lixo espalhado na pista.
O problema está no quilômetro 345 na rodovia, em Ortigueira, nos Campos Gerais do Paraná. Motoristas que passam pelo trecho se deparam com parte da pista desgastada e desnivelada.
Após fim das concessões, motoristas reclamam de ondulações no asfalto e lixo espalhado na BR-376, no Paraná
Reprodução/RPC
Cones colocados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) visam alertar da situação, mas não foram suficientes para evitar o tombamento de um caminhão carregado com fertilizante.
“Graças a Deus eu me livrei dessa, mas poderia ter sido pior. Se a pista não tivesse com essa depressão, não teria acontecido isso”, contou o motorista, que preferiu não se identificar.
Caminhão carregado com fertilizante tomba na BR-376
Reprodução/RPC
A ondulação vai até o acostamento, e o motorista é obrigado a desviar. Além disso, motociclistas reclamam de objetos na pista.
Rogério Lazaretti Júnior precisou desviar de peças espalhadas pelo asfalto.
“Os buracos não tem tanto ainda, mas o recape de pneu de caminhão tem muito na BR. É perigoso para motociclista, não tem ninguém para recolher”, disse ele.
Motoristas reclamam de ondulações no asfalto e lixo espalhado na BR-376
Reprodução/RPC
Até fim do mês passado, o trecho era administrado pela Rodonorte, concessionaria que fazia a manutenção das estradas e dava assistência aos motoristas. Contudo, agora é a PRF que tem feito a retirada de objetos da pista.
O serviço de guincho ficou a cargo do governo do estado, mas o trabalho só deve começar em janeiro. Em caso de pane mecânica, o motorista precisa arranjar uma solução sozinho.
O caminhoneiro Airton Rodrigues estava com o caminhão carregado de chopp, quando teve um problema nos freios. Ele tentou por cinco horas conseguir um guincho particular, mas sem sucesso. Segundo ele, só conseguiu seguir viagem porque contratou um mecânico.
“O pedágio é muito alto, eu ia gastar R$ 200 de pedágio. Quando vai tudo bem está tranquilo, mas quando quebra a gente vê o transtorno que dá”, pontuou.
Em caso de pane mecânica, o motorista precisa arranjar uma solução sozinho
Reprodução/RPC
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) afirmou que fez um levantamento dos problemas e vai pedir ajuda ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) para fazer a manutenção. Além disso, disse que, se não houver resposta, o Dnit vai fazer o reparo.
Já o DER-PR informou que notifica as ex-concessionárias de pedágio quanto a qualquer irregularidade que surja no pavimento, para que sejam realizadas as correções necessárias. Em caso de negativa, segundo o DER, cabe departamento responsável realizar os reparos, neste caso o Dnit.
A concessionária Rodonorte afirmou que sempre obedeceu padrões rigorosos de qualidade e que existem fatores que interferem na duração do asfalto. A deficiência na fiscalização dos limites de carga dos veículos, segundo a concessionária, é um dos fatores que mais prejudicam o ciclo de vida útil da pavimentação.
Auditoria
Uma auditoria do DER-PR apontou que, no Paraná, quase 19% das estradas e acostamentos das rodovias que antes eram pedagiadas não atendem aos requisitos mínimos.
A auditoria foi feita entre abril e setembro desse ano. Segundo o relatório, os problemas aumentam o desgaste do asfalto e prejudicam a drenagem de águas da chuva.
O DER disse que está calculando os custos e que vai cobrar as concessionárias na Justiça.
Sobre isso, a Rodonorte afirmou que todos os projetos planejados e executados pela concessionária obedeceram a padrões nacionais e internacionais de qualidade e que eles passaram por fiscalização e validação, inclusive do DER.
A Rodonorte disse ainda que entregou relatórios ao DER atestando a qualidade dos trechos administrados pela concessionária.
Já a Ecovia, a Ecocataratas e Caminhos do Paraná afirmaram que não tiveram acesso ao relatório e que, por isso, não vão se manifestar.
A Viapar disse que sempre manteve compromisso com a qualidade das obras que foram fiscalizadas pelo DER. Sobre a auditoria, a empresa informou que vai se manifestar quando tiver acesso ao relatório.
A RPC não conseguiu contato com a Econorte.
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