Paraná

MP denuncia quatro suspeitos de envolvimento em feminicídio de empresária, em Marechal Cândido Rondon

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Edna Storari, de 56 anos, foi morta no dia 20 de setembro, conforme o inquérito. Denúncia foi apresentada na manhã desta quarta-feira (15). Empresária Edna Storari está desaparecida desde 21 de setembro, segundo a Polícia Civil
Divulgação/PCPR
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou na manhã desta quarta-feira (15) quatro suspeitos de envolvimento no feminicídio da empresária Edna Storari, de 56 anos, em Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná.
Entre os denunciados estão:
Luiz Carlos Rissato, marido da vítima;
Guilherme Henrique Rissato e Amábile Carla Vieira Rissato, filhos de Luiz;
Luan Rafael Ferreira de Lima, marido de Amábile.
O g1 aguarda posicionamento das defesas.
A investigação começou após a filha da mulher acionar a polícia e comunicar sobre o desaparecimento da mãe. No mesmo dia, investigadores foram até a casa de Edna e questionaram o companheiro dela, que disse que a mulher tinha viajado com um casal de amigos.
Na delegacia, o homem disse que a vitima não tinha levado celular e que pediu ainda para ele formatar o telefone dela.
De acordo com o promotor Caio Marcelo Santana Di Rienzo, Luiz Carlos, Guilherme e Amábile foram denunciados por homicídio qualificado pelo feminicídio e motivo torpe, ocultação de cadáver e fraude processual. Já Luan Rafael foi denunciado por fraude processual.
“O MP entende que há provas, apesar de não haver o corpo, eles desapareceram com o corpo, até por isso nós estamos imputando aqui a ocultação de cadáver. Há inúmeros elementos de informação que ligam os três diretamente ao crime de homicídio por questão financeira uma vez que a vítima possuía todos os bens da família em seu nome. Eles também participaram da ocultação de cadáver e também manipulando provas ao longo destes últimos três meses. Nosso objetivo é que os quatro sejam levados a júri popular”, pontuou o promotor.
Inquérito concluído
De acordo com inquérito concluído e apresentado no dia 10 de dezembro, Edna foi morta entre as 9h30 e 11h do dia 20 de setembro deste ano.
Neste mesmo dia, por volta das 11h, começaram as primeiras mensagens do celular da vítima para as filhas. A polícia informou que se tratava de mensagens enviadas pelo homem.
Em áudio para uma amiga, dias antes de ser assassinada, ela relata o que imaginava enfrentar ao terminar o relacionamento com o então marido, preso suspeito pelo crime. Ouça o áudio abaixo.
Empresária envia áudio sobre marido antes de desaparecer: ‘fazer um inferno da minha vida’
No celular do suspeito foram encontradas mensagens do dia 20 de setembro em que o homem combina com o filho, que ao chegar à casa eles fariam “o combinado”, que conforme a polícia o assunto era sobre a morte de Edna.
Em nova troca de mensagem entre pai e filho, o homem pede que o filho chegue mais cedo em casa para colocar o “negócio dentro da van”. De acordo com a polícia, era o corpo da vítima.
Imagens de câmeras de segurança mostram os dois colocando um pacote em uma van entre 19h e 20h, do dia 20 de setembro. O homem retornou para casa às 20h51.
O corpo de Edna, conforme a polícia, ainda não foi encontrado.
Polícia compara sumiço ao caso ‘Eliza Samudio’
Em entrevista no dia 2 de outubro, o delegado de Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon, afirmou que o desaparecimento da empresária passou a ser tratado como feminicídio e comparou ao caso de Eliza Samudio, assassinada há 11 anos.
O ex-companheiro dela, o goleiro Bruno Fernandes, foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho.
“Um caso de extrema gravidade que ocorreu na nossa cidade, comparado provavelmente ao caso de Eliza Samudio, do goleiro Bruno, em que o corpo não é revelado pelas partes envolvidas. Com tudo, conseguimos juntar elementos suficientes para que possamos fazer todo indiciamento dessas pessoas envolvidas”.
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