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Vantagens e desafios de planejar o seu consumo

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Gastar dinheiro é algo que nos traz muito prazer, mas com planejamento é possível consumir mais e melhor Para muitos que estão começando o planejamento financeiro, o consumo pode parecer um verdadeiro vilão para quem quer mudar de vida e conquistar independência nas finanças, mas a compra em si, é algo que nos dá prazer e o meio para adquirirmos aquilo que desejamos.
Para que não exista o conflito entre gastar dinheiro e poupar, existe o consumo consciente, pois comprar é muito bom, todos sabem disso, mas consumir com planejamento é ainda melhor.
Para manter seu entusiasmo em planejar o seu consumo, separamos algumas vantagens, mas também alguns desafios, para que esteja totalmente preparado para essa jornada. Não se engane, o planejamento não existe para te privar de gastos e te proibir de comprar, mas ele tem a função de te ajudar a consumir mais e melhor.
“Tem uma frase que diz que para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve, então isso vale também para o consumo, se a gente não tem traçado os nossos objetivos de curto médio e longo prazo, por vezes somos tentados a consumir pelo impulso sem planejar”, explica Roberto Rodrigues, gerente de investimentos do Sicredi.
O juros é meu aliado?
Calma, não é isso que você está pensando. A taxa cobrada no seu cartão de crédito não está a seu favor, muito pelo contrário, mas existe um tipo de juros que pode transformar a sua vida financeira, que é o juros em investimentos.
Segundo Rodrigues, a melhor definição a respeito de juros é entender que existe uma taxa de juros boa, e é aquela aquela que a gente recebe da instituição financeira (e não aquela que pagamos, numa compra a prazo, por exemplo). Portanto, é sempre importante saber qual é o atual nível da taxa básica de juros em uma aplicação financeira de baixo risco. Se você manter o hábito de poupar dinheiro ou investir, você sempre estará fazendo o seu dinheiro render juros em vez de pagá-los.
“O problema é que nem sempre aquilo que queremos consumir ou comprar é possível pagar à vista, então usamos um importante aliado, o cartão de crédito, que se bem utilizado pode ser o nosso principal companheiro no consumo consciente, pois é uma das formas de comprar pagando a prazo, mas sem juros”, descreve. “Na mesma forma que o cartão de crédito pode ser o nosso principal aliado, ele pode também ser um vilão, caso descontrole das compras e a fatura do mês seguinte vier maior que a capacidade de pagamento que a pessoa tem. Então é importante ter um controle e o consumo planejado para utilizar o cartão da melhor forma possível”, completa.
Disciplina é a arma mais poderosa para o consumo planejado
Mesmo a disciplina sendo indispensável para o investidor, é um grande desafio alcançar e mantê-la, pois na teoria tudo parece muito simples, mas na prática nos deparamos com muitos obstáculos e maus hábitos financeiros. Consegue pensar em algo que sempre interfere em sua disciplina?
“Manter-se firme naquele propósito, naquilo que foi traçado como objetivo de médio, curto ou longo prazo, pode nos parecer muito difícil, principalmente projetos maiores que demandam mais investimento e tempo. Muitas vezes a gente começa acreditar que o longo prazo está muito longe, então pensamos em desistir do nosso plano”, alerta o gerente de investimentos do Sicredi. “Para superar o desânimo é importante lembrar ou se imaginar usufruindo desse bem ou deste serviço, como aquela viagem no futuro que está nos seus planos, e então tentar evitar o consumo por impulso ou a promoção imperdível”, explica.
Por que o consumo planejado não está presente em nossa cultura?
Você já ouviu falar em memória inflacionária? Na década de 80 o Brasil viveu o que a economia chama de período de hiperinflação, também conhecida como estagnação econômica. Nesse período a inflação estava muito elevada, isso significa que a moeda estava desvalorizada e consequentemente o poder de compra da população diminuiu.
Os preços subiam diariamente, fazendo com que as pessoas e empresas não conseguissem ter literalmente a memória ou a consciência do valor de produtos, serviços e bens. Nesta verdadeira ciranda, por exemplo, um bem que tinha valor de 100 hoje, amanhã custava 130, no dia seguinte 155 e assim sucessivamente. Ou seja, era um passo para as pessoas (e empresas) não conseguirem criar o hábito do planejamento – uma vez que os preços mudavam constantemente.
A memória dessa época faz com que as pessoas vivam assustadas e sempre se precipitando. Segundo Rodrigues, a inflação nos traz a sensação de que devemos consumir e transformar o nosso recurso financeiro o mais rápido possível em algum bem, pois o dinheiro, o papel-moeda, está perdendo o valor muito depressa.
Esta situação, felizmente mudou após o Plano Real e a estabilidade econômico. Com isto, pessoas e empresas puderam ter mais clareza e previsibilidade do valor dos bens num período de tempo maior.
Portanto, neste atual cenário, é importante não deixar essa ansiedade te fazer consumir sem pensar, por impulso e fugir do seu planejamento, da rota que foi traçada. É por isso que usamos instrumentos como poupança e investimentos, pois dessa forma o seu dinheiro pode ser potencializado.

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