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Carreira internacional: quais são os desafios de crescer fora do país

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Conheça a história de dois egressos da PUCPR que vivenciam essa experiência As nossas experiências no mercado de trabalho são responsáveis pela forma como moldamos nossas competências e comportamentos profissionais. Mas não apenas isso, elas também refletem em nosso desenvolvimento e crescimento pessoal, especialmente quando enfrentamos as barreiras que impõem limites para o quão longe podemos ir.
É isso o que a trajetória de dois egressos da PUCPR nos mostra. Daniela Medeiros, que atualmente trabalha como Diretora de Arte em Los Angeles, e Gustavo Karam, que é Produtor Executivo e co-fundador de um dos maiores estúdios de animação em Xangai.
Porém, o sonho de construir uma carreira internacional, como é de se esperar, é cercado de obstáculos. E ninguém melhor para nos contar mais sobre essa experiência, do que aqueles que já a vivenciaram.
O caminho até um novo país
A primeira etapa, antes mesmo do planejamento, é entender se o estilo de vida e as suas metas de futuro combinam com essa decisão. Daniela conta que, após a faculdade, estava em dúvida sobre qual área seguir, mas já tinha a certeza de que queria trabalhar com algo criativo e desafiador. Já Gustavo, sempre foi uma pessoa curiosa e, depois de ver o seu irmão morando fora, começou a abrir os seus horizontes para essa possibilidade.
A vontade e o incentivo são essenciais, mas durante o caminho deles pela universidade, três pontos em comum se mostram muito importantes para a conquista de uma vida profissional fora do Brasil:
1. Fazer intercâmbio
Ambos puderam realizar um intercâmbio. Daniela, formada em Arquitetura e Urbanismo pela PUCPR, passou um tempo em Madri e Lisboa. “Essas oportunidades foram essenciais para minha formação profissional e pessoal.”, comenta a egressa. E Gustavo, formado em Relações Públicas pela PUCPR, passou um ano na Austrália.
A experiência de morar fora ajuda no desenvolvimento de autonomia, independência e inteligência emocional. Além de deixar um “gostinho de quero mais”.
2. Aprender idiomas
Gustavo, reforça a importância dos cursos de língua, como os ofertados pela universidade. Segundo ele, o inglês é capaz de abrir portas, mas apenas ele não basta. “Quando você fala a língua original da pessoa, é muito mais fácil fazer negócios, muito mais fácil de se conectar e muito mais fácil de se conectar com a cultura.”, ele explica.
3. Construir o portfólio
Para Daniela, o seu esforço na faculdade não garantiu apenas um diploma, mas também um portfólio forte, que foi indispensável para construir a sua carreira no exterior.
“O mundo inteiro precisa de gente boa. E pra você ser bom, não tem muito segredo. É meter a cara no livro, meter a cara no trabalho e tentar ser o melhor no que você faz.” diz Gustavo, que também ressalta a importância de seu portfólio e formação.
Os principais desafios de uma carreira internacional
Quando Daniela partiu para Los Angeles, teve de enfrentar a pressão do começo de carreira somada às burocracias de viver em outro país. Já Gustavo, que saiu do Brasil como empreendedor, se frustrou em Xangai com a dificuldade de aprender o complexo idioma local.
A saudade do Brasil, família e amigos, não fica de fora dessa lista de desafios. A ex-aluna fala que, apesar de estar sempre com saudades, os novos amigos e família que criou por lá ajudam nessa questão. Além disso, as visitas ao seu país natal são frequentes. Mas quando questionada sobre as dificuldade de “começar do zero”, ela ressalta:
“Acredito que esse conceito de “começar do zero” coloca muita pressão nas pessoas quando querem mudar suas vidas e tentar algo novo. Acho que tudo que aprendemos ou vivemos acrescenta às nossas vidas, então raramente começamos do “zero” e sim evoluímos, progredimos. Quando vemos assim, as mudanças são menos assustadoras.”
Outro pensamento que pode ajudar a lidar com o medo de mudanças, é: ao lado dos grandes desafios, estão as grandes conquistas. E conquistas não faltam para esses dois. Daniela, por exemplo, trabalhou na direção de arte do filme Mank, vencedor do Oscar na categoria. E Gustavo coleciona os prêmios mais relevantes de sua área, além de ter construído uma empresa global.
Quais são os próximos passos?
Depois de trabalhar em grandes filmes de Hollywood, a Diretora de Arte deseja aumentar o seu portfólio para trabalhos no Brasil. Já Gustavo, deseja se dedicar mais aos seus projetos autorais.
Por fim, os dois deixaram recados para eles mesmos do passado, que também podem servir de conselhos para você, que sonha em começar a carreira profissional em um outro país: “Comece o mais cedo possível, a aprender o máximo de línguas possíveis.” e “Respire fundo e aproveite, você está no caminho certo.”.

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