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Réu acusado de aborto por vender medicamentos abortivos é absolvido em júri popular

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Marlon Jorge Flexa Tho dos Santos foi condenado, em Foz do Iguaçu, pela remessa pelo Correio de produto abortivo. Advogado do réu afirma que ele foi condenado por aquilo que confessou. Suspeito de contrabando de abortivos é absolvido pelo Tribunal do Juri
Os jurados absolveram no sábado (27) Marlon Jorge Flexa Tho dos Santos, acusado pelos crimes de aborto, estupro de vulnerável, exercício ilegal de medicina e corrupção de menores.
Ele foi preso em 2018 em uma operação da Polícia Civil por tráfico de medicamentos abortivos.
Segundo a investigação, os comprimidos eram comercializados pela internet e enviados aos clientes pelo correio. As investigações iniciaram depois de uma mulher informar à polícia que comprou medicamentos abortivos por meio de um site. (Veja mais detalhes abaixo).
Marlon foi condenado por fazer remessa pelo Correio de produto abortivo. A pena de 2 anos de prisão foi extinta por ele estar preso há 3 anos e 8 meses.
Outras três pessoas, Ângela Maia Flexa Thó dos Santos, a mãe de Marlon, Diana Flexa Thó dos Santos, e Jacson Andrey Ribas, que eram acusadas pelo crime de corrupção de menor também foram absolvidas.
A promotoria informou que não irá recorrer da decisão.
O defesa de Marlon, Diana e Jacson, Murilo Henrique Pereira Jorge, informou através de nota que foi reconhecido que a luta dos acusados para provar a inocência deles não foi em vão, que os crimes não foram cometidos e que Marlon foi condenado somente pelo que sempre confessou, uma venda de medicamento abortivo e a posse dos mesmos.
A defesa de Ângela informou que ficou confirmado que numa relação de confiança com Marlon, que era marido de Ângela em 2018, ela postou no Correio envelopes desconhecendo o conteúdo e que absolvição confirma que ela não cometeu nenhum crime.
Materiais apreendidos em 2018 durante operação da Polícia Civil.
Polícia Civil/Divulgação
Prisão em 2018
Em 2018, a Polícia Civil realizou uma operação que prendeu Marlon Jorge Flexa Thó Dos Santos por tráfico de medicamentos abortivos. Segundo a delegada Araci Carmem Costa, os comprimidos eram comercializados pela internet e enviados aos clientes pelo correio.
Além do mandado de prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um deles na casa onde Marlon morava em Foz do Iguaçu e outro na residência que mantinha em Guarapuava, na região central do estado.
As investigações iniciaram em fevereiro de 2018 depois de uma mulher informar a polícia que comprou medicamentos abortivos por meio de um site.
Ela disse que depois de tomar o remédio viajou até Foz do Iguaçu onde encontrou o suspeito, que se apresentava como Thor, nome que batizou a operação.
Ainda de acordo com a mulher, ele a levou para um motel, onde deu a ela mais medicamentos e a abusou sexualmente.
A delegada informou ainda que o suspeito adquiria os remédios no Paraguai e o levava até Guarapuava, de onde distribuía para outras cidades do país.
Apreensões
Na casa em Guarapuava, onde morava a mulher do suspeito, foram encontrados 585 comprimidos de medicamentos abortivos, máquinas de cartão e vários comprovantes de postagens de correio para todo o país.
Já na residência em Foz do Iguaçu foram encontrados mais medicamentos e materiais que podem ser usados na prática de abortos.
Veja mais notícias da região em g1 Oeste e Sudoeste.

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