Paraná

Como é o exame de vista para tirar carteira de habilitação?

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp


Entenda para que servem os testes realizados pelo oftalmologista na hora de tirar a carteira de motorista Em 2020, a Lei nº 14.071 ampliou o prazo de renovação da Carteira Nacional de Habilitação de acordo com a faixa etária. Desde então, o exame de vista é renovado a cada 10 anos (pessoas com menos de 50), a cada 5 anos (pessoas entre 50 e 70) e a cada 3 anos (pessoas com mais de 70 anos). Na avaliação oftalmológica, são realizados testes de acuidade e de campo visual – o objetivo é garantir a segurança no trânsito, tanto para o condutor quanto para outros motoristas, ciclistas e pedestres.
Muitos acidentes são provocados pela dificuldade de enxergar de longe (miopia) e distorções da visão na luz noturna. Embora não existam dados consolidados sobre o assunto, vale saber que o número de habilitados com algum tipo de restrição visual aumentou 44% entre 2014 e 2020 (dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia – CBO). O Brasil tem 74 milhões de condutores de veículos habilitados, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
O que é avaliado no exame de vista do Detran?
A visão central é um dos pontos avaliados pelo médico durante o exame. É ela que nos permite enxergar placas de trânsito, pessoas e semáforos, mesmo à distância. A visão periférica completa o “enxergar bem”: apesar de não ser nítida, nos dá a ideia do movimento ao redor do veículo. A tabela de letras que lemos durante o exame de vista do Detran testa a acuidade visual, tem o objetivo de avaliar a nitidez da visão. No teste, também são avaliadas a capacidade de distinguir cores e a visão tridimensional, que nos dá a noção de espaço, distância, tamanho e profundidade.
Se você usa óculos de grau ou lentes de contato para miopia, hipermetropia ou astigmatismo, a recomendação é que faça os exames usando-as. “Tanto no projetor quanto na tabela, os testes devem ser feitos com as lentes corretivas. Assim, o condutor não tem impactos na visão que possam afetar os resultados”, pontua o Dr. Jeferson Adriano Druszcz (CRM 15258 | RQE 8170), oftalmologista da Médicos de Olhos S.A.
Critérios e intercorrências
Para conceder a CNH, a Resolução do CONTRAN nº 425 de 27/11/2012 estabelece porcentagens mínimas nos testes oftalmológicos, conforme anexo II, que condutores das categorias A e B devem ter “visão central igual ou maior que 50% e visão periférica de 60º nos dois olhos; ou visão central de 66% e visão periférica de 120º no melhor olho”, enquanto para as categorias C, D e E “visão central igual ou melhor que 66% e visão periférica de 120º em ambos os olhos. Ou visão central melhor ou igual a 50% no pior olho e visão periférica de 120º em ambos os olhos”. No entanto, algumas condições de saúde dos olhos podem desabilitar o condutor. O Dr. Jeferson conta quais são: “Baixa acuidade visual por erro de refração, catarata, degeneração macular, dificuldade para definir cores em seus diversos níveis. Os inaptos não conseguem atingir os critérios mínimos estabelecidos pela legislação vigente, logo, a carteira não é concedida ou renovada”.
Outra condição que pode impedir a renovação da CNH é o nistagmo. “É um movimento involuntário dos olhos, que podem mover-se rapidamente em diferentes sentidos e borrar a visão”, explica o oftalmologista da Médicos de Olhos S.A. Com essa condição, a pessoa tem dificuldades em fixar a visão e ler; como consequência, o grau dos óculos precisa ser revisto com maior frequência. Ainda assim, as lentes não são um impeditivo para tirar a CNH: O oftalmologista dá os prazos para retorno, dependendo de cada caso. Assim, a validade da carteira também pode variar”, conclui o Dr. Jeferson.
Diretor Técnico: Dr. Hamilton Moreira – CRM 9388 | RQE 2872

MAIS NOTÍCIAS

PUBLICIDADE

Rolar para cima