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Rússia admite um morto e 27 desaparecidos após afundamento do cruzador Moskva

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Fontes oficiais russas diziam que não havia mortos ou desaparecidos. Moscou afirma que navio foi perdido por causa de incêndio em munições, mas Ucrânia diz que destruiu cruzador com ataques com mísseis. Foto divulgada em redes sociais mostra o que seria o navio russo Moskva momentos antes de afundar
Reprodução
O Ministério da Defesa da Rússia admitiu que há um marinheiro morto e outros 27 desaparecidos após o afundamento do cruzador Moskva, informou a agência estatal Ria. O ministério ainda afirmou que 396 tripulantes foram resgatados.
Até então, Moscou se negava a comentar os relatos sobre marinheiros desaparecidos na destruição do Moskva, o navio de guerra russo que estava no Mar Negro e que a Ucrânia afirma ter afundado em um ataque na semana passada.
“Todas as informações são divulgadas pelo ministério da Defesa. Não temos a prerrogativa de comunicar”, disse o porta-voz da presidência, Dmitri Peskov ao ser questionado mais cedo esta semana.
Nos últimos dias, depoimentos publicados na imprensa e divulgados nas redes sociais começaram a mencionar marinheiros desaparecidos.
Marinheiro olha para o navio russo Moskvá ancorado no porto ucraniano de Sevastopol, no Mar Negro, em 2013
Reuters
Um homem que mora na Crimeia, identificado como Dmitri Shkrebrets, se apresentou como pai de um desaparecido e publicou no domingo uma mensagem na rede social Vkontakte em que perguntava por que seu filho, um simples recruta, estava em zona de combate.
Uma mulher, Yulia Tsyvova, também afirmou que seu filho estava desaparecido.
Oficialmente, a tripulação do navio havia sido retirada. Fontes oficiais afirmavam que não havia mortos, feridos ou desaparecidos.
Almirante Nikolai Yevmenov em um encontro com a tripulação resgatada do Moskva, segundo imagens divulgadas pelo ministério de Defesa da Rússia
Ministério de Defesa da Rússia
As autoridades russas dizem que o Moskva afundou após um incêndio provocado pela explosão de munições. A Ucrânia afirma que suas forças o afundaram em um ataque com mísseis.
No sábado, o ministério russo da Defesa divulgou um vídeo que apresentou como o encontro entre um comandante da Marinha e dezenas de resgatados do navio – que poderia ter até 680 tripulantes.
O naufrágio do cruzador é uma humilhação para as forças russas e até os analistas próximos aos Kremlin pediram, em vão, explicações às autoridades.
A Rússia admitiu em 25 de março 1.351 baixas entre suas forças durante a operação na Ucrânia, um balanço impossível de ser verificado com fontes independentes e que não foi atualizado desde então.

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