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Governo da Espanha nega ter espionado separatistas catalães

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O movimento separatista da Catalunha acusou o Estado espanhol de ter espionado mais de 60 de seus líderes por meio do software israelense Pegasus, que só pode ser adquirido por Estados ou governos. Escândalo Pegasus: Marcelo Lins analisa os limites do uso ético da tecnologia
O governo da Espanha foi acusado na segunda-feira (18) de espionagem por dezenas de líderes separatistas da Catalunha que se dizem vítimas da ação. Pela acusação, o governo teria vigiado essas pessoas por meio de um aplicativo nos celulares delas.
Nesta terça-feira, o governo negou a ação. “Este é um país democrático e legal, aqui não há espionagem, não se intervém nas conversas, não se intervém informação se não estiver sob a proteção da lei, do direito”, disse a porta-voz do governo Isabel Rodríguez, em entrevista coletiva.
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Manifestantes abrem uma bandeira que representa os separatistas da Catalunha, em 12 de fevereiro de 2021
Albert Gea/Reuters
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Detalhes da acusação
O movimento separatista catalão acusou o Estado espanhol de ter espionado mais de 60 de seus líderes por meio do software israelense Pegasus, que só pode ser adquirido por Estados ou governos. Esse esquema foi revelado em um relatório de uma organização canadense com sede na Universidade de Toronto, o Citizen Lab.
O presidente regional catalão, o separatista Pere Aragonés, rejeitou as explicações de Rodríguez e exigiu que o governo de Pedro Sánchez investigue minuciosamente essas alegações.
“O governo espanhol tem que dar explicações e agir com a máxima transparência”, afirmou Aragonés em entrevista coletiva em Barcelona, pedindo “uma investigação interna com supervisão independente”.
“Espionar ilegalmente o adversário político nos distancia muito de resolver o conflito político com o Estado”, disse ele.
Quase todos os incidentes com esse programa israelense, que permite ler mensagens e ativar remotamente a câmera e o microfone dos telefones, ocorreram entre 2017 e 2020.
Entre os afetados estão o atual presidente regional catalão Pere Aragonés (quando ainda era vice-presidente regional), os ex-presidentes catalães Quim Torra e Artur Mas, eurodeputados, deputados do Parlamento regional catalão e membros de organizações civis separatistas, segundo Citizen Lab.
O ex-presidente catalão e eurodeputado Carles Puigdemont, que partiu para a Bélgica para fugir da justiça após a frustrada secessão da Catalunha em outubro de 2017, não foi atacado diretamente, mas muitas pessoas ao seu redor foram, incluindo sua esposa, acrescentou a agência.
“Fomos espionados maciça e ilegalmente por meio de um programa que só os Estados podem ter. Políticos, advogados e ativistas, vítimas da guerra suja do Estado espanhol”, denunciou Puigdemont no Twitter na segunda-feira.
Nesta terça, disse que espera que o Estado espanhol seja responsabilizado.
“O que espero do Estado espanhol agora é que seja responsável. Eles saberão quem responderá”, disse Puigdemont em entrevista coletiva na sede do Parlamento Europeu em Bruxelas. Puigdemont reforçou que “é todo um sistema corrupto”.
Separatismo espanhol
Por mais de uma década, a Catalunha tem sido o foco de uma luta entre o separatismo, que controla o governo regional e o Parlamento há anos, e o executivo central espanhol.
O ponto alto ocorreu em outubro de 2017, quando um referendo ilegal de autodeterminação e subsequente declaração de independência fracassada ocorreu na região.
As tensões diminuíram desde que o governo do socialista Pedro Sánchez lançou uma negociação com os apoiadores da independência em fevereiro de 2020 e perdoou nove líderes separatistas presos pelos eventos de 2017 em junho de 2021.
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