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Juíza dos EUA nega pedido de Ghislaine Maxwell de novo julgamento

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Um dos jurados da corte federal de Manhattan, que a declarou culpada em 29 de dezembro, revelou aos meios britânicos que ele mesmo tinha sido vítima de violência sexual quando criança. Ghislaine Maxwell em uma coletiva nas Nações Unidas, em 2013
UNTV/Divulgação/ via REUTERS
A britânica Ghislaine Maxwell, condenada no fim de 2021 em Nova York por tráfico sexual de menores em nome do falecido financista Jeffrey Epstein, não passará por um novo julgamento como havia solicitado, decidiu nesta sexta-feira (1º) uma juíza americana.
“Rejeita-se a petição da acusada para um novo julgamento”, decidiu a juíza Alison Nathan, da corte federal de Manhattan, segundo uma ordem judicial tornada pública pela Justiça americana.
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Ghislaine e seus advogados passaram a solicitar um novo julgamento desde que um dos jurados da corte federal de Manhattan, que a declarou culpada em 29 de dezembro, revelou aos meios britânicos que ele mesmo tinha sido vítima de violência sexual quando criança.
Depois do julgamento, o homem de 35 anos, Scotty David, falou com a imprensa em janeiro e admitiu em 8 de março, na corte de Nova York, que havia esquecido de mencionar em suas respostas a um questionário para ser membro do júri no julgamento de Maxwell que tinha sido abusado sexualmente na infância.
O homem, chamado de “jurado 50” pela Justiça, admitiu então uma “falha”, e não uma mentira.
Mas a defesa de Maxwell acreditava que o jurado poderia ser suspeito de parcialidade ao ter que se pronunciar sobre crimes sexuais contra moças menores de idade.
Para a corte de Manhattan, “o jurado 50 se posicionou de maneira crível e sincera durante sua audiência posterior ao julgamento. É lamentável, mas não deliberado que ele não tivesse revelado as agressões sexuais sofridas no passado durante a seleção para julgamento”, escreveu a juíza Nathan em sua decisão.
“O tribunal determina que o jurado 50 não tinha preconceitos contra a acusada e podia ser um jurado justo e imparcial”, segundo o documento judicial.
A filha do falecido magnata de mídia britânico Robert Maxwell foi declarada culpada em 29 de dezembro de cinco das seis acusações contra si, a mais grave delas de tráfico sexual de moças menores de idade para Epstein.
O financista americano, com poderosas redes econômicas e políticas nos Estados Unidos e no exterior, foi acusado de violentar as meninas, mas se suicidou na prisão em agosto de 2019, antes de seu julgamento.
Maxwell, sua companheira e cúmplice durante 30 anos, uma mulher de 60 anos de nacionalidade britânica, francesa e americana, enfrenta décadas de prisão. Sua sentença é esperada para 28 de junho.
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