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Com agricultores ucranianos na linha de frente, chefe de alimentos da ONU alerta para ‘devastação’

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A crise foi agravada pela falta de produtos fertilizantes vindos de Belarus e da Rússia. David Beasley, diretor do programa de comida da ONU
Alexander Cornwell/Reuters
O chefe do Programa Mundial de Alimentos da ONU alertou nesta terça-feira (29) que a guerra na Ucrânia ameaça devastar os esforços do PMA para alimentar cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo porque a Ucrânia passou “de celeiro do mundo para limiar da pobreza”.
“Não está apenas dizimando dinamicamente a Ucrânia e a região, mas terá um impacto no contexto global além de qualquer coisa que vimos desde a Segunda Guerra Mundial”, disse o diretor executivo do PMA, David Beasley, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, composto por 15 membros.
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Beasley afirmou que 50% dos grãos comprados pelo PMA, o braço de assistência alimentar da ONU, vem da Ucrânia, “então você pode supor a devastação que isso terá apenas em nossas operações”.
“Os agricultores estão na linha de frente”, afirmou.
Beasley acrescentou que a crise foi agravada pela falta de produtos fertilizantes vindos de Belarus e da Rússia.
“Se você não colocar fertilizante nas plantações, seu rendimento será pelo menos 50% menor. Portanto, estamos analisando o que pode ser uma catástrofe em cima de uma catástrofe nos próximos meses”, disse ele ao conselho.
Antes da invasão russa na vizinha Ucrânia em 24 de fevereiro, Beasley disse que o PMA já estava sofrendo com os altos preços dos combustíveis e alimentos.
O chefe do PMA alertou que se o conflito na Ucrânia não terminar “o mundo pagará um preço alto e a última coisa que queremos fazer como Programa Mundial de Alimentos é tirar comida de crianças com fome para dar a crianças morrendo sem alimentos”.
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