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Famílias vivem há um mês em estação de metrô na Ucrânia para se esconder dos bombardeios russos

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Kharkiv tem edificações danificadas em quase todos os quarteirões. Moradores se escondem no metrô, mas nem ali estão seguros. Temendo bombas, famílias de Kharkiv completam um mês vivendo nas estações de metrô
Vivendo numa cidade ucraniana atingida por bombas desde o início da invasão russa, Natalia Shaposhnik e sua filha Veronika moram em um trem azul e amarelo parado numa estação de metrô no subsolo.
Há quatro longas semanas, Shaposhnik e centenas de pessoas como ela se escondem dentro da estação no norte de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia.
Com prédios destruídos ou fortemente danificados em quase todos os quarteirões, as ruas de Kharkiv estavam estranhamente silenciosas e vazias nesta quinta-feira (24 ).
Na estação, famílias se amontam, a maioria da parte norte da cidade, que sofreu bombardeios quase diários.
Natalia Shaposhnik brinca com sua filha Veronika em um vagão de metrô no norte de Kharkiv
Reuters/Thomas Peter
Mulheres e crianças dormiam lado a lado em pisos de concreto, ou montavam casas em vagões de trem divididos por cortinas em quartos familiares menores.
Eles saem apenas para passear com seus cachorros ou para respirar um pouco de ar fresco, uma pequena pausa da umidade do subsolo.
“Não é melhor do que em casa, mas é habitável”, disse Shaposhnik, de 36 anos, que trabalhava em uma loja de animais antes da guerra.
Mesmo no subsolo, a guerra está sempre presente.
Na quinta-feira, um míssil russo atingiu uma estação de metrô a duas paradas de onde Shaposhnik mora com sua filha, matando e ferindo várias pessoas.
Do lado de fora, enquanto uma equipe limpava os estilhaços do local, e um carro abarrotado de soldados ucranianos feridos passou por perto.
Um mês depois do início da invasão, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky colocou a guerra como uma batalha existencial não apenas para seu país, mas para toda a Europa.
A Rússia se refere à invasão como uma “operação militar especial” e diz que suas forças não têm civis como alvo.
Katarina Bovt segura seu filho Nikita na estação de metrô no norte de Kharkiv onde se escondem dos ataques russos
Thomas Peter/Reuters
Shaposhnik disse que ainda conhece russos que não acreditam que civis tenham sido bombardeados, apesar da carnificina das últimas quatro semanas.
“Eu escrevi para eles (que) estou me abrigando com meu filho no metrô há um mês, mas não acreditam em mim. Eles dizem ‘a culpa é sua, você é o culpado, é você, você, você”, disse ela.

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