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Primeiro-ministro britânico diz que seria um ‘erro’ restabelecer relações normais com a Rússia

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Tentar normalizar as relações com Putin depois disso, como fizemos em 2014, seria cometer o mesmo erro novamente”, disse Johnson, referindo-se à anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia. O premiê britânico Boris Johnson e o presidente da Rússia, Vladimir Putin
Ints Kalnins/Reuters e Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin/Reuters
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, alertou neste sábado (19) que seria um “erro” retornar às relações normais com a Rússia, mesmo que a invasão da Ucrânia cesse.
“Tentar normalizar as relações com Putin depois disso, como fizemos em 2014, seria cometer o mesmo erro novamente”, disse Johnson, referindo-se à anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia.
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Em discurso no congresso em Blackpool (norte da Inglaterra), na presença do embaixador ucraniano em Londres, Vadim Pristaiko, Boris Johnson declarou que havia chegado a hora de “escolher entre a liberdade e a opressão”.
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O primeiro-ministro considerou que aqueles que “acham que seria melhor se acostumar com a tirania” estão “profundamente enganados”.
Horas antes, a secretária de Relações Exteriores britânica, Liz Truss, disse temer que as negociações para uma trégua entre a Rússia e a Ucrânia fossem apenas uma “cortina de fumaça” usada pelo Kremlin para intensificar sua ofensiva. Em entrevista ao jornal The Times, Truss disse estar “muito cética” sobre essas negociações e considerou que a Rússia poderia estar usando-as “para distrair”.
“A invasão deles não está indo como planejado. Não vemos nenhuma grande retirada das tropas russas ou nenhuma proposta séria na mesa. Os russos mentiram e continuam mentindo. Temo que a negociação seja apenas mais uma tentativa de distrair e criar uma cortina de fumaça”, acrescentou.
A ministra estimou que se “um país leva a sério as negociações, não bombardeia cegamente os civis no mesmo dia”. Truss reagiu assim ao último relatório do ministério da Defesa britânico sobre a situação na Ucrânia tornado público no sábado e no qual se afirma que “o Kremlin não atingiu até agora os seus objetivos iniciais” e “foi forçado a mudar de táctica”.
Isso “provavelmente implicará em uso cego do poder militar, o que trará um aumento de baixas civis, destruição da infraestrutura ucraniana e uma intensificação da crise humanitária”, previu. Ucranianos e russos realizaram várias reuniões desde 24 de fevereiro, dia em que a invasão russa começou. Esta semana, as negociações foram por videoconferência.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenksy, pediu neste sábado que a Rússia concorde com uma reunião para discutir a paz.

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