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Chile celebra 1º casamento gay após mudanças na legislação

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A união entre pessoas do mesmo sexo já era autorizada no Chile desde 2015, mas por não ser reconhecido como casamento, se negava, por exemplo, a possibilidade de adoção de crianças por estes casais. Javier Silva, de 38 anos, e Jaime Nazar, de 39 anos posam após o casamento e seguram seus dois filhos no colo em 10 de março de 2022
Reprodução/Twitter
O Chile celebrou nesta quinta-feira (10) o primeiro casamento gay do país após a aprovação de uma mudança na lei. Antes apenas uniões civis eram reconhecidas, e não casamentos.
Essa era uma demanda de longa data da comunidade LGBTQI+ do país. O Chile se tornou o nono país das Américas a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A união entre pessoas do mesmo sexo já era autorizada no Chile desde 2015, mas por não ser reconhecido como casamento, se negava, por exemplo, a possibilidade de adoção de crianças por estes casais.
“Nunca imaginamos que esse momento iria chegar no Chile. Que maravilhoso sentir que estamos vivendo a mudança e que somos partes dessa mudança, e que o futuro do Chile será muito melhor”, disse o noivo Jaime Nazar.
O outro noivo, Javier Silva, disse que este “é um passo muito importante para o país”, após assinar os papéis no cartório civil de Providencia, em Santiago, com a presença de seus dois filhos pequenos, familiares e amigos.
No fim do ano passado, o Congresso do Chile aprovou a medida e foi sancionada rapidamente pelo presidente chileno Sebastián Piñera, conservador, mas que apoiava o tema.
Além do Chile, no continente americano, o casamento igualitário é reconhecido em:
Canadá
Estados Unidos
Costa Rica
Equador
Colômbia
Brasil
Uruguai
Argentina
México (onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal em 14 dos 32 estados)
Anos de espera
Chile aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo
O projeto entrou no Parlamento em 2017, na sequência de uma iniciativa da ex-presidente socialista Michelle Bachelet.
O atual presidente chileno, o conservador Sebastián Piñera, decidiu acelerar sua tramitação no Congresso, após um anúncio surpresa em 1º de junho.
O texto foi aprovado no Senado em 21 de julho e na Câmara dos Deputados em 23 de novembro, em ambas as casas por ampla maioria e sempre com a oposição da direita governista mais conservadora.
Mas algumas mudanças foram introduzidas em artigos do projeto. O texto que o Senado aprovou incluiu parágrafos para evitar que possa haver “barrigas de aluguel” no país. Esses trechos forçaram um terceiro e último processo legislativo –esse processo foi feito no meio dia da aprovação no Senado.

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