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10° dia de Guerra na Ucrânia é marcado por avanço russo a cidades estratégicas

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Anúncios de retirada do Youtube, Twitter, Facebook e redes de televisão mundiais não mudaram panorama no território da Ucrânia. Confira principais acontecimentos do décimo dia de guerra Um tanque é visto em uma rua nos arredores de Donetsk, na Ucrânia, depois que o presidente russo Vladimir Putin ordenou o envio de tropas russas para duas regiões separatistas no leste do país após o reconhecimento de sua independência
Alexander Ermochenko/Reuters
Neste sábado (5), a invasão russa à Ucrânia chega ao seu décimo dia. Até o momento, os países ainda não encontraram uma solução diplomática para o conflito. O governo da Rússia segue avançando suas tropas em busca de locais que consideram estratégicos.
Nos ataques mais recentes, os russos chegaram à cidade de Kharkov e à Usina de Zaporizhzhia.
Zelensky critica Otan
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em pronunciamento transmitido em 4 de março de 2022
Reprodução/Telegram
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lamentou nesta sexta-feira (4) a decisão “deliberada” da Otan de não estabelecer uma zona de exclusão aérea na Ucrânia, apesar da invasão russa da Ucrânia.
“Hoje, a liderança da Aliança (Atlântica) deu luz verde para a continuação do bombardeio de cidades ucranianas, recusando-se a estabelecer uma zona de exclusão aérea”, afirmou Zelensky em um vídeo divulgado pela presidência ucraniana.
“Apesar de saber que novos bombardeios e novas baixas são inevitáveis, a Otan decidiu deliberadamente não fechar o espaço aéreo da Ucrânia”, criticou o presidente da Ucrânia.
“Entendemos que os países da Otan criaram uma história para si mesmos, segundo a qual o fechamento do espaço aéreo da Ucrânia provocaria uma agressão direta da Rússia contra a Otan”, acrescentou.
Governo da Rússia cria aula digital com sua versão da invasão à Ucrânia
Imagem apresentada pelo governo russo durante aula para crianças sobre o conflito na Ucrânia
Reprodução
O Ministério da Educação da Rússia criou uma aula digital para que os alunos das escolas de todo o país “entendam o que é verdade e mentira” quanto ao avanço russo na Ucrânia.
“Contaremos para todas as crianças das escolas russas por que a missão de libertação na Ucrânia é uma necessidade”, diz publicação da pasta em uma rede social.
“Espera-se que os alunos sejam ensinados sobre o perigo que a Otan representa à Rússia, bem como o motivo pela Rússia ter protegido as regiões independentes de Luhansk e Donetsk”, diz o comunicado.
Ucrânia afunda seu maior navio de guerra
Navio Ucrânia
Taras Schmut/Twitter/Reprodução
A Marinha ucraniana afundou seu maior navio de guerra, a fragata Hetman Sahaidachny, que estava parcialmente desmontada, passando por reparos, na cidade de Mykolaiv, perto do litoral do Mar Negro.
Era impossível montá-la e restaurar sua capacidade de combate a tempo de enfrentar os russos.
Segundo o site local Dumskaya, a inteligência ucraniana obteve a informação de que uma operação especial das forças especiais navais de Moscou havia sido planejada para apreender o Hetman Sahaidachny.
Refugiados
Segundo levantamento feito pela agência de refugiados da ONU (ACNUR), mais de 1 milhão de pessoas já saíram da Ucrânia desde o início da guerra contra a Rússia.
A contagem do ACNUR equivale a mais de 2% da população da Ucrânia em movimento em menos de uma semana. O Banco Mundial contabilizou a população em 44 milhões no final de 2020.
O número se torna surpreendente pela velocidade, uma vez que aconteceu no intervalo de uma semana.
A agência da ONU previu que até 4 milhões de pessoas podem eventualmente deixar a Ucrânia, mas alertou que mesmo essa projeção pode ser revisada para cima.
Sanções e bloqueios
Em anúncio feito durante esta sexta-feira, a operação das redes sociais Youtube, Facebook e Twitter foram suspensas na Rússia. Além das plataformas, emissoras de TV internacionais também cancelarão sua transmissão à população local.
O grupo de transporte marítimo Maersk anunciou que interromperá temporariamente todo o transporte de contêineres para a Rússia, se juntando a uma série de outras empresas após as sanções ocidentais impostas a Moscou.
A suspensão, que abrange todos os portos russos, não inclui alimentos, suprimentos médicos e humanitários, disse a dinamarquesa Maersk. A Maersk detém 31% da operadora portuária russa Global Ports, que opera seis terminais na Rússia e dois na Finlândia.
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O Google anunciou o bloqueio de canais do YouTube ligados à rede de TV Russia Today e ao portal Sputinik, ambos veículos de comunicação estatais controlados e financiados pelo governo russo, em toda a Europa (leia mais aqui).
Grandes estúdios americanos de Hollywood anunciaram que não vão lançar seus próximos filmes na Rússia. Disney, Warner Bros., Sony e Paramount são alguns que anunciaram a medida para tentar pressionar o governo russo a cessar fogo.
“The Batman”, da Warner Bros., que estreia essa semana nos cinemas mundiais e “Red: Crescer é Uma Fera”, que estreia em breve no serviço de streaming Disney+, são alguns dos produtos que não estrearão em território russo. Lançamentos de outros estúdios nos cinemas como “Morbius”, da Sony Pictures, e “Sonic 2”, da Paramount, também estão fora.
O governo da Rússia, por sua vez, tem tomado uma série de ações para tentar proteger a economia das sanções externas – com algum sucesso. Neste terça-feira (1º), o rublo recuperava boa parte das perdas da véspera, mas ainda acumulava queda de quase 30% em relação aos seus melhores níveis no ano.
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Resumo dos últimos acontecimentos:
Rússia e Ucrânia fazem primeira reunião após início dos confrontos. Encontro terminou sem acordo, mas com uma nova rodada de negociações agendada.
Brasil reforçou posição contra a guerra na Ucrânia em sessão extraordinária na ONU.
Putin diz que colocou equipes de armas nucleares em posição de alerta.
Número de refugiados já passa de 500 mil.
União Europeia começou a fornecer quantidades ‘significativas’ de armas à Ucrânia.
Rublo desaba após novas sanções, e russos correm para os bancos.
Estados Unidos expulsam do país 12 diplomatas russos acusados de espionagem.
Países parceiros da Otan afirmaram que vão fornecer à Ucrânia mísseis de defesa contra ataques aéreos e armas contra tanques de guerra.

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