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Quem é Eduardo Fauzi, suspeito de ataque ao Porta dos Fundos extraditado da Rússia para o Brasil

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Com vasta ficha criminal – que inclui 12 passagens pela polícia – , ele é investigado por crimes como ameaça, lesão corporal e por agredir o ex-secretário Municipal de Ordem Pública do Rio, Alex Costa. O Fantástico de janeiro 2020 fez reportagem mostrando quem era Fauzi
O economista e empresário Eduardo Fauzi, suspeito de integrar o grupo que jogou coquetéis molotov na fachada da produtora Porta dos Fundos, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, iniciou sua viagem de extradição da Rússia – em guerra com a Ucrânia – para o Brasil na quinta-feira (3).
Fauzi deixou Moscou conduzido por policiais brasileiros da Interpol, e ficará preso no presídio de Benfica, na Zona Norte carioca.
No Brasil, Eduardo Fauzi Richard Cerquise, de 41 anos, é velho conhecido da polícia com outras doze anotações criminais. Ele é investigado pela prática de crimes como ameaça, lesão corporal e formação de quadrilha. Em 2013, foi acusado de manter um estacionamento irregular no Centro do Rio de Janeiro.
Formado em economia pela UFRJ, foi identificado cinco dias após o ataque contra a produtora Portas dos Fundos, em dezembro de 2019, e teve a prisão decretada. Contudo, nesse momento, ele já tinha deixado o país. A fuga foi premeditada, como ele afirmou em uma entrevista ao site do projeto Colabora.
“Achavam que fui muito estúpido para não cobrir o rosto e não alterar a voz, mas fui conectado o suficiente pra ser avisado do mandado de prisão a tempo de viajar pra fora do país”, disse Fauzi.
Eduardo Fauzi no embarque no Aeroporto do Galeão quando deixou o país
Reprodução/ TV Globo
Tapa em secretário
Ele também mostrou seu temperamento agressivo durante uma fiscalização da prefeitura, ao agredir pelas costas o então secretário municipal de Ordem Pública do Rio, Alex Costa, enquanto ele dava uma entrevista. Fauzi foi processado por agressão pelo tapa. Mas o crime prescreveu antes que ele fosse julgado.
Na época, Eduardo Fauzi recorreu às redes sociais para mostrar que não tinha se arrependido da ação.
“Foi a tapa mais bem dada que eu já pude dar na minha vida”, disse.
Secretário de Ordem Pública é agredido no Rio
Já Alex Costa, em entrevista ao Fantástico, declarou sua indignação.
“Aquele tapa não foi na minha cara só, eu acho que foi um desrespeito à sociedade, às pessoas de bem”, afirma Alex.
Agressões, ameaças e armas de brinquedo
Eduardo também já foi acusado de crimes duas vezes por sua ex-mulher, com quem teve dois filhos.
A primeira acusação foi feita em 2009. O casal estava na rua, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio, quando discutiu. Segundo consta no boletim de ocorrência, a ex mulher foi empurrada por Eduardo e começou a gritar por socorro. Os dois acabaram sendo levados para a delegacia por policiais militares.
A segunda acusação foi registrada em 2016. Depois de cobrar na Justiça o pagamento de pensão alimentícia, a ex-mulher afirmou em depoimento ter recebido as seguintes ameaças:
“Posso te prejudicar de várias maneiras”.
“Você anda muito sozinha na rua. Cuidado com o que pode acontecer com você”.
Após o ataque à Porta dos Fundos, a polícia apreendeu, na casa de Fauzi e em outros dois endereços ligados a ele, R$119 mil, duas armas de brinquedo, facas, e uma camisa de uma associação que se diz nacionalista.
Em janeiro de 2020, ele foi expulso do PSL, legenda à qual era filiado desde outubro de 2001.
Produtora do Porta dos Fundos é alvo de ataque no Rio
Arquivo Pessoal
Prisão na Rússia
Eduardo Fauzi foi preso pela Interpol em Moscou em setembro de 2020. Em janeiro de 2022, a Procuradoria-Geral da Rússia autorizou a extradição dele.
O ataque contra a produtora aconteceu em dezembro de 2019, na véspera do Natal. Os investigadores afirmam que cinco pessoas participaram do crime e que Fauzi foi o único que fugiu com o rosto descoberto.
De acordo com um documento do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, enviado à embaixada brasileira, Fauzi estava preso preventivamente em uma penitenciária federal de Moscou.
Fauzi chegou a ser réu na Justiça Federal pelo crime de terrorismo, mas uma nova decisão, do desembargador Marcello Ferreira de Souza Granado, mudou a tipificação. Ele deixou de ser acusado do crime de terrorismo, que havia sido pedido pelo Ministério Público Federal (MPF).
O caso saiu da competência da Justiça Federal e os autos retornaram para a Justiça do Rio de Janeiro.
Eduardo Fauzi na época em que era procurado pela polícia pelo ataque à produtora Porta dos Fundos
Reprodução

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