Mundo

Biden e Scholz ainda veem situação da Ucrânia como ‘extremamente séria’

biden-e-scholz-ainda-veem-situacao-da-ucrania-como-‘extremamente-seria’
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp


Líderes dos EUA e da Alemanha fizeram ligação para tratar sobre o assunto. Para eles, a região deve seguir sob observação. Chanceler alemão Olaf Scholz durante encontro na Casa Branca com Joe Biden, em 7 de fevereiro
Reuters/Leah Millis
Após uma conversa por telefone entre Joe Biden e Olaf Scholz durante esta quarta-feira (16), o porta-voz do governo alemão Steffen Hebestreit informou que os dois líderes ainda acreditam que a situação da Ucrânia deva ser tratada como “extremamente séria”.
É necessária “máxima vigilância”, pois não houve retirada significativa das tropas russas até agora, disse Hebestreit em comunicado.
Entenda como a crise envolvendo a Ucrânia e a Rússia pode afetar o Brasil
Putin diz não querer guerra e Scholz cita ‘maldito dever’ de defender a paz em meio às tensões na Ucrânia
Durante a última terça-feira, o líder do governo da Alemanha visitou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e conversou com ele sobre a atual situação na fronteira com a Ucrânia.
Putin e Scholz em ‘mesa gigante’ de reunião em Moscou em foto de 15 de fevereiro de 2022
Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via Reuters
Ao mesmo tempo, ambos os líderes dos EUA e da Alemanha saudaram a declaração do presidente russo, Vladimir Putin, de que os esforços diplomáticos devem continuar, disse o porta-voz, de acordo com a agência Reuters.
Segundo a declaração pública, Biden e Scholz acreditam que deve-se avançar na implementação dos Protocolos de Minsk, acordo firmado entre Rússia, Ucrânia, Alemanha e França para por fim nas nos confrontos na porção leste da Ucrânia.
Otan diz que não constatou sinal evidente de recuo da Rússia na Ucrânia
O tratado foi assinado logo após a anexação da Crimeia por parte dos russos, em 2014, porém não foi completamente cumprido e recuou naquele que era seu principal objetivo, a paz entre os dois países.
Para alguns especialistas, Kiev vê que os acordos significam a restauração de sua totalidade na região; já para os russos, o acordo dá a eles a possibilidade de exercer poder de veto sobre o futuro da Ucrânia.
Retirada de tropas
Na terça-feira, a Rússia anunciou o início da retirada de algumas das tropas que faziam exercícios militares na fronteira com a Ucrânia, e o Ministério da Defesa disse que os soldados estavam voltando para suas bases.
De acordo com a agência Interfax, o porta-voz do ministério, Igor Konashenkov, afirmou que os grandes exercícios militares na região não terminaram, mas que soldados de distritos do Sul e Oeste completaram as manobras e vão começar a voltar para as bases. Não foi especificado quantos soldados devem sair da área.
A iniciativa foi saudada por Joe Biden e outros líderes ocidentais, mas ainda com cautela, já que ainda não pode ser verificada.
“Nossos analistas indicam que elas permanecem em uma posição muito ameaçadora, e permanece fato agora que a Rússia tem mais de 150 mil soldados circundando Ucrânia e Belarus, e ao longo da fronteira da Ucrânia. E a invasão permanece claramente possível”, disse o presidente dos EUA em um pronunciamento.
Otan
A Rússia concentrou mais de 100 mil soldados em regiões de seu território próximas das fronteiras com a Ucrânia.
Além disso, a Rússia enviou militares para a Belarus para exercícios militares que devem terminar no dia 20 de fevereiro. Assim, a Ucrânia está quase completamente circulada por militares russos.
O governo russo negou que tem planos para atacar o país vizinho, mas exige garantias legais que a Ucrânia não vai integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que é considerado inegociável por outros países e pela própria organização.

MAIS NOTÍCIAS

PUBLICIDADE

Rolar para cima