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Rússia pode atacar Ucrânia ‘a qualquer momento’, dizem EUA

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Os Estados Unidos advertiram nesta terça-feira (18) para ‘uma situação extremamente perigosa’. Segundo porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, exercícios militares conjuntos entre a Rússia e Belarus mostram uma ‘nova abordagem dos russos, se decidirem realizar ações contra a Ucrânia’. Tanque russo T-72B3 dispara durante exercícios militares na região de Rostov, no sul da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia, em 12 de janeiro
AP
Os Estados Unidos advertiram nesta terça-feira (18) para “uma situação extremamente perigosa” na Ucrânia. Segundo Washington, a Rússia poderia estar preparando um ataque iminente na fronteira ucraniana.
Segundo a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, os exercícios militares conjuntos entre a Rússia e Belarus nesta terça-feira mostram uma “nova abordagem dos russos, se decidirem realizar ações contra a Ucrânia”. Em caso de ataque, “nenhuma opção está excluída” pelos Estados Unidos, reiterou, sugerindo uma resposta de Washington.
No fim de semana passado, os Estados Unidos já haviam acusado Moscou de ter enviado à Ucrânia agentes encarregados de realizar operações de sabotagem, com o objetivo de criar um pretexto para uma invasão. O tom alarmista por parte do governo americano coincide com o lançamento de uma nova tentativa de diálogo com a Rússia.
Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, e da Rússia, Serguei Lavrov, planejam uma reunião em Genebra, na Suíça, na sexta-feira (21). Sob anonimato, uma autoridade americana afirmou que o objetivo de Blinken é tentar “uma saída diplomática” e encontrar “pontos em comum” para convencer o governo russo a recuar na Ucrânia. 
O secretário de Estado americano embarcou nesta terça-feira rumo a Kiev, em um momento em que a Rússia já posicionou soldados na fronteira com a Ucrânia. Em seguida, Blinken irá a Berlim para diálogos com a Alemanha, a França e o Reino Unido sobre a questão.
Vários países europeus vêm expressando sua profunda preocupação com um conflito militar, apesar de Moscou recusar que haja planos de uma invasão no país vizinho.
Rússia quer “respostas concretas”
A Rússia exigiu, nesta terça-feira, “respostas concretas” antes de continuar discutindo sobre a Ucrânia. Na semana passada, três rodadas de negociações – em Genebra, Bruxelas e Viena – não trouxeram resultados concretos. 
Uma das principais exigências do governo russo é que a Otan ofereça garantias de que não vai se ampliar e integrar a Ucrânia. A Rússia também exige que americanos e seus aliados desistam de fazer manobras e implantações militares na Europa do Leste.
Moscou “agora espera respostas a essas propostas, como nos prometeram, para continuar as negociações”, declarou o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, nesta terça-feira, durante coletiva de imprensa ao lado de sua homóloga na Alemanha, Annalena Baerbock. 
Para os ocidentais, essas reivindicações são inaceitáveis, embora afirmem estarem dispostos a continuar com as negociações com o goveno russo para evitar um conflito armado. Por outro lado, o Reino Unido anunciou o envio de armamento à Ucrânia, como mísseis anti-tanques, após Kiev ter se queixado que os países ocidentais não pareciam interessados em reforçar sua ajuda militar ao país.
Especulações sobre ataque na Ucrânia
Após uma conversa com Blinken por telefone, Lavrov pediu que “não se propague especulações sobre uma suposta ‘invasão russa’ iminente”, segundo o ministério russo das Relações Exteriores.
No entanto, durante a entrevista coletiva junto à ministra alemã das Relações Exteriores, o chanceler russo voltou a rejeitar o apelo dos ocidentais, que querem que Moscou comece a retirar as dezenas de milhares de tropas mobilizadas na fronteira com a Ucrânia, afirmando que esses militares “não ameaçam” ninguém.
“Mais de 100 mil soldados russos, equipamentos e tanques foram mobilizados perto da Ucrânia, sem razão. Fica difícil não ver isso como uma ameaça”, respondeu Baerbock.
A preocupação também é grande com a mobilização de soldados russos em Belarus para exercícios “improvisados” de preparação ao combate. O país faz fronteira com Polônia, Lituânia e Letônia, membros da Otan e adversários da Rússia. 
O vice-ministro russo da Defesa, Alexander Fomin, informou nesta semana a 98 adidos militares estrangeiros radicados em Moscou que essas manobras iriam acontecer, com o objetivo de “repelir uma agressão externa”. A primeira etapa, a da mobilização, já começou e vai durar até 9 de fevereiro. A segunda, de operação, vai acontecer de 10 a 20 de fevereiro.
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