Comissão do Congresso dos EUA que investiga invasão ao Capitólio intima YouTube, Facebook, Twitter e Reddit

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Congressistas querem esclarecimentos de gigantes das redes sociais sobre ataque de 6 de janeiro de 2021. Gigantes das redes sociais são intimadas por comitê que avalia a invasão ao Capitólio dos EUA, em janeiro de 2021
TOBY MELVILLE / REUTERS
O comitê do Congresso que investiga a invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 intimou nesta quinta-feira (13) YouTube, Facebook, Twitter e Reddit para pedir-lhes registros que detalhem o uso das redes sociais para promover o ataque.
Foram enviadas intimações à matriz do YouTube, Alphabet (Google); à matriz do Facebook (Meta); e outros dois, em busca de registros que pudessem ajudar a explicar “como a difusão de desinformação e o extremismo contribuíram para o ataque violento contra a nossa democracia”, confirmou Bennie Thompson, presidente do comitê que investiga o ato.
Thompson também deseja descobrir quais foram as medidas tomadas – se houver – por essas empresas para diminuir a disseminação de discursos de ódio.
A principal preocupação é divulgar o resultado das investigações antes das eleições de meio de mandato, que irão ocorrer ainda em 2022. Alguns americanos receiam que, se os democratas perderem o controle da Câmara nas eleições, há o risco de os republicanos dissolverem a Comissão.
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As empresas têm até 27 de janeiro para cumprir com a intimação. Segundo a Reuters, o Twitter se recusou a comentar e os porta-vozes da Meta e da Alphabet não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Um porta-voz do Reddit disse: “Recebemos a intimação e continuaremos a trabalhar com o comitê em seus pedidos”.
“Não podemos permitir que nosso importante trabalho seja adiado ainda mais”, disse Thompson
A empresa Facebook é uma das principais avaliadas durante investigações
Dado Ruvic / REUTERS
As intimações são o mais recente desenvolvimento na investigação do painel sobre as causas do ataque ao Capitólio pelos apoiadores do então presidente Donald Trump, e o papel desempenhado por Trump, que promoveu falsas alegações de que perdeu uma eleição fraudulenta para Joe Biden.
Anteriormente, o CEO da Alphabet e do Google, Sundar Pichai, o ex-CEO do Twitter Jack Dorsey e Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, também foram interrogados por legisladores, no último mês de março, durante uma audiência sobre desinformação e sobre o papel de suas plataformas na invasão ao Congresso americano.

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