O texugo faminto que pode ter descoberto tesouro na Espanha

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Animal descobriu coleção de 209 moedas romanas, dizem pesquisadores espanhóis, a maior do tipo já encontrada no norte da Espanha. Descoberta que pode ter sido feita por um texugo ocorreu no norte da Espanha
Getty Images/BBC
Pesquisadores dizem que um texugo em busca de comida pode ter desenterrado a maior coleção de moedas romanas já encontrada no norte da Espanha.
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As 209 peças foram descobertas por dois arqueólogos em uma visita à caverna de La Cuesta, no município de Grado (Astúrias), ao lado de um morador local. O tesouro foi visto perto da toca de um animal, que os pesquisadores acreditam ser um texugo.
De acordo com um relatório publicado recentemente em um periódico científico especializado em arqueologia, o mustelídeo provavelmente encontrou a coleção de moedas enquanto procurava desesperadamente por comida no inverno passado.
O texugo teria inserido suas pernas em uma pequena fenda próxima ao seu refúgio em busca de minhocas e outros invertebrados.
Fortes nevascas afetaram a região quando a tempestade Filomena atingiu a Espanha em 2021, situação que tornou ainda mais difíceis as condições da estação.
A coleção de moedas foi considerado um “achado excepcional”, datado entre os séculos 3 e 5 depois de Cristo.
Os pesquisadores acreditam que as moedas foram escondidas no local após a invasão da região por um povo germânico, os suevos.
As moedas foram cunhadas em lugares tão distantes como Constantinopla (atual Istambul, na Turquia) e Tessalônica, na Grécia, segundo um dos pesquisadores que falou ao jornal espanhol “El País” .
Os pesquisadores acrescentaram que esse foi o maior tesouro de moedas romanas encontrado em uma caverna no norte da Espanha até hoje.
Outros achados já ocorreram nas densas florestas de Grado. Na década de 1930, 14 moedas de ouro da época de Constantino I, um imperador romano que reinou de 306 a 337 d.C., também foram encontradas na área, diz o “El País”.
O projeto de investigação, financiado pelo departamento cultural da província das Astúrias, encontra-se na sua primeira fase e os pesquisadores esperam regressar à área para fazer mais escavações.
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