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Alemanha terá um epidemiologista como ministro da Saúde

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O novo ministro da Saúde é do mesmo partido de Olaf Scholz, o próximo chanceler. Fazem parte da coalizão de governo o Partido Liberal (que vai assumir a pasta das Finanças) e os Verdes, que assumem o Ministério de Relações Exteriores. Karl Lauterbach em 6 de novembro de 2021
Odd Andersen/AFP
Os partidos que formam a coalizão que vai assumir o poder na Alemanha começaram a indicar quem serão as pessoas que vão governar o país nesta segunda-feira (6). Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata (SPD), deverá assumir o cargo de líder do país na quarta-feira, com uma votação no Parlamento.
Os partidos Liberal Democrata (FDP) e Verdes apoiam o SPD para formar a frente política dominante na Alemanha.
O SPD nomeou nesta segunda-feira o parlamentar e especialista em questões de saúde Karl Lauterbach como ministro da Saúde. Lauterbach se tornou uma figura proeminente durante a pandemia, apelando por lockdowns e vacinação na televisão e nos jornais.
Ele pediu medidas mais rígidas para controlar a pandemia desde que o coronavírus surgiu (defendeu medidas como tornar a vacina obrigatória, restringir mais as opções dos não vacinados e fechar todos os bares e clubes até o fim da quarta onda de infecções.
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Lauterbach, de 58 anos, estudou epidemiologia em Harvard.
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Além dele, ocuparão postos importantes:
Annalena Baerbock: ministra das Relações Exteriores;
Christian Lindner: ministro das Finanças;
Robert Habeck: ministério da Economia e proteção do clima
Annalena Baerbock, que foi candidata dos Verdes para a chancelaria. Ela se tornará a primeira mulher à frente das Relações Exteriores alemãs. Baerbock prometeu colocar os direitos humanos no centro da diplomacia alemã e defendeu uma maior firmeza com Rússia e China após os anos de pragmatismo comercial de Merkel.
Christian Lindner, do partido Liberai, ficou em quarto lugar nas eleições. Ele diz ser contrário a qualquer aumento dos impostos e a favor da austeridade orçamentária, e afirmou que as empresas, e não o governo, devem tomar a liderança na transição energética.
Robert Habeck é escritor e filósofo. Ele deverá implementará o programa de medidas contra o aquecimento global definido pela nova coalizão, especialmente a retirada do carvão para 2030.
Aprovações dos partidos
O SPD e o FDP votaram a favor do acordo para formar o governo no fim de semana. Nesta segunda-feira, 86% dos cerca de 71 mil membros dos Verdes que participaram da votação decidiram integrar a coalizão.
Scholz, que foi ministro das Finanças da chanceler Angela Merkel, enfrenta o desafio de dominar uma quarta onda de Covid-19 que forçou os 16 Estados da Alemanha a implementar restrições severas, especialmente aos não vacinados.
Os três partidos vão assinar oficialmente o acordo de coalizão na terça-feira, e a câmara baixa do Parlamento alemão deve votar em Scholz como chanceler no dia seguinte.
FDP defende políticas de centro
O líder dos liberais, Christian Lindner, que será o ministro das Finanças no próximo governo, procurou dissipar preocupações da ala mais conservadora do FDP e descreveu o acordo de coalizão como um documento que impulsiona políticas de centro.
O acordo “não empurra nosso país para a esquerda, mas pretende levá-lo adiante”, disse.
A votação foi realizada com a presença física de apenas alguns membros mais importantes do partido, enquanto os demais votaram de forma remota devido às restrições para combater a pandemia.
Ministérios importantes garantidos
Os social-democratas, os verdes e os liberais vinham negociando a coalizão há dois meses, desde que as eleições federais em 26 de setembro deram ao SPD o posto de maior partido no Bundestag, o Parlamento alemão.
A aprovação dos membros do FDP ao acordo já era esperada, pois o partido, o menor dos três que integram a nova coalizão, participou ativamente da negociação e garantiu, além da pasta das Finanças, o comando dos ministérios do Transporte, da Justiça e da Educação.
Os liberais conseguiram incluir no acordo de coalizão itens como não aumentar os impostos, não adotar limites de velocidade nos trechos de rodovias alemães onde hoje não há limite, e não acabar com a opção de os alemães contratarem seguro de saúde privado, modalidade utilizada por 11% da população do país.
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