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Talibãs proíbem filmes com mulheres na TV e as jornalistas terão que cobrir a cabeça com um lenço

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Regime do grupo extremista islâmico anunciou uma série de normas para empresas de mídia no país; conteúdos que descumpram com os ‘valores islâmicos ou afegãos’ serão banidos. O que esperar do futuro das mulheres no Afeganistão?
O governo talibã do Afeganistão anunciou nesta terça-feira (23) a proibição de filmes e dramas televisivos com atrizes mulheres nas TVs do país.
Além disso, os extremistas disseram que as jornalistas e âncoras de programas de notícia terão que usar obrigatoriamente o hijab – uma espécie de lenço islâmico sobre a cabeça.
O anúncio faz parte de uma série de normas ditadas para empresas de mídia que operam no Afeganistão. Conteúdos que descumpram com os “valores islâmicos ou afegãos” serão banidos.
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“Aqueles programas em que mulheres atuaram, não deverão ir pro ar”, disse um porta-voz do Ministério de Vícios e Virtudes.
Desde a retomada do poder pelos talibãs, mulheres afegãs passaram a vestir o hijab em público, mas a obrigação deste item preocupa ativistas de direitos humanos no mundo.
Observadores da Humans Right Watch (HRW) criticaram o anúncio e disseram que a liberdade de mídia e imprensa estão se deteriorando no país.
Em um comunicado, Patricia Gossman, diretora da HRW disse que a retirada das mulheres da mídia e das artes “é devastadora”.
No início da ocupação, em agosto deste ano, membros do Talibã tentaram apresentar um discurso mais moderado e prometeram maiores liberdades às mulheres.
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Durante os anos em que esteve no poder (1996-2001), o Talibã suprimiu os direitos das mulheres afegãs e restringiu suas liberdades mais simples, como estudar, trabalhar ou sair sozinhas.

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