Destaque, Outras Notícias, Toledo

Toledo cria comitê de combate a doenças causadas pelo Aedes aegypti

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp

Foi realizado na tarde desta quarta-feira (8), no Auditório Acary Oliveira, anexo ao Paço Municipal Alcides Donin, o primeiro encontro do Comitê Municipal Intersetorial de Combate à Dengue, Chikungunya e Zika Vírus de Toledo. Formado por representantes do poder público e de entidades da sociedade civil organizada, o recém-criado grupo de trabalho visa, entre outros objetivos, à proposição, ao monitoramento e à contribuição para a execução das ações de mobilização social contra as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Segundo o regimento interno, que vai ser publicado em breve no Órgão Oficial, a presidência do colegiado será ocupada pelo titular da Secretaria Municipal da Saúde  e a vice-presidência ficará a cargo de indicado pelo chefe do Poder Executivo. Dessa forma, Gabriela Kucharski será a primeira presidente do comitê e seu vice será Júnior Henrique Pinto, secretário do Meio Ambiente.

A coordenadora do Controle e Combate às Endemias, Lilian Konig, será a secretária do grupo de trabalho. Este conta ainda com uma Comissão Técnica formada por representantes de oito órgãos públicos (secretários municipais de Saúde e Meio Ambiente, diretores dos departamentos de Atenção Primária em Saúde, de Gestão, de Urgência e Emergência, de Vigilância em Saúde, coordenador do Controle e Combate às Endemias e um servidor do Departamento de Vigilância Epidemiológica) e uma Comissão de Mobilização constituída por 66 membros (33 titulares e 33 suplentes) que atuam em órgãos públicos, empresas do setor da saúde e entidades da sociedade civil organizada.

Os encontros do comitê serão bimestrais e os próximos estão, por ora, marcados para os dias 9 de agosto, 11 de outubro e 13 de dezembro. “Temos neste grupo profissionais de várias áreas colocando seus saberes à disposição para o objetivo de juntos superarmos os problemas causados pelo Aedes aegypti, como a epidemia de dengue que estamos vivendo. Aqui é o foro ideal para debatermos e propormos soluções para as questões mais relevantes relacionadas a este assunto, em torno do qual devemos unir forças para combater este inimigo em comum”, salienta Gabriela. “Desenvolvemos nos últimos meses várias ações em parceria com a Saúde, como o Ecoponto Itinerante, mas como a formação deste comitê as políticas públicas de combate à dengue passam a ter mais robustez, alcançado demais esferas do poder público e da comunidade, com a qual temos atuado com várias atividades de conscientização”, observa Junior. “As 79 agentes de combate a endemias de Toledo se desdobram nas ações para prevenir e controlar focos de dengue, mas não vão dar conta sem o apoio da sociedade. Esse comitê vem em boa hora, pois só com esta participação poderemos ter resultados duradouros em nosso município”, avalia Lilian.

A 20ª Regional de Saúde foi representada pelo chefe da Divisão em Vigilância Saúde, Felipe Hofstaetter Zanini, que apresentou um panorama epidemiológico da dengue de Toledo e municípios próximos. “A quantidade de casos deve ser levada em conta em nossas estratégias, mas nossa preocupação número 1 deve ser reduzir ao máximo os episódios de agravamento da doença e de óbitos que poderiam ser evitáveis. Historicamente, o pico da doença ocorre entre as semanas 49 e 13 do ano seguinte. Antes disso, nesse período ‘pré-epidêmico’ deve ser elaborado um plano de contingência voltado à prevenção da dengue, bem como à garantia de que haverá condições nas unidades de saúde para o tratamento dos infectados e os meios de impedir que a cadeia de transmissão se prolongue”, observa. “Toledo vive uma epidemia, mas há outras cidades em situação ainda mais crítica, tanto que aqui o índice de infestação predial está em torno de 2%, um sinal de alerta que não é motivo para ficar em pânico. De uma certa forma, aqui foi feito o ‘dever de casa’, mas é preciso permanecermos vigilantes em relação à dengue, pois estamos em um área endêmica do Aedes aegypti. A partir da análise de dados, é possível afirmar que o pior da epidemia já passou e, a partir de agora, o certo a se fazer é pensar no próximo ano epidemiológico”, recomenda.

Boletim

Logo após a reunião, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou os dados do boletim epidemiológico da dengue. De agosto do ano passado (início do ano epidemiológico vigente) até a presente data, 3.703 casos de dengue (3.649 autóctones e 54 importados). Deste total, 458 foram computados desde a última edição do documento (2/6), um crescimento de 31,05% em relação ao período anterior (26/5 e 2/6), quando 342 pessoas testaram positivo para a doença transmitida pelo Aedes aegypti.

Em números absolutos, houve um crescimento de 14,18% em relação à semana anterior. Essa quantidade pode fica ainda maior, pois há ainda 556 exames aguardando resultado. Somando os casos confirmados, os que estão em análise e os 534 que já foram descartados, 4.793 pessoas com sintomas da doença procuraram os serviços de saúde durante o atual ano epidemiológico. Destas, uma desenvolveu o quadro mais grave da dengue e evoluiu a óbito.

No ranking das comunidades com o maior número de pessoas que testaram positivo para a doença causada pelo Aedes aegypti, as cinco primeiras posições ficaram com Panorama (355), Centro (303), Europa (208), Fachini (194) e Boa Esperança (192). Em quantidade de criadouros do mosquito encontrados em imóveis no período entre 3 e 8 de junho, chama a atenção o número de criadouros encontrados nos bairros Santa Clara IV (32) e Europa (24) e no distrito de Bom Princípio do Oeste (30).

O setor de Controle e Combate às Endemias, da SMS, tem trabalhado incansavelmente para conter a doença e conclama a população a redobrar as ações de combate ao Aedes aegypti de forma a impedir sua reprodução, o que não demanda muito esforço: uma vez por semana, é preciso fazer um “pente fino” no quintal e retirar a água acumulada em vasos, pneus, garrafas, calhas, plantas, entre outros lugares – o frio não elimina as larvas do Aedes aegypti, que podem resistir a baixas temperaturas por até um ano. Outro ponto importante é permitir que os ACEs tenham pleno acesso aos imóveis facilitados a fim de poderem fazer o trabalho de vistoria e orientação dos moradores.

Para evitar quadros mais graves, quem estiver com sintomas típicos da doença – manchas avermelhadas na pele, dor abdominal, febre, dor no corpo e cansaço – deve procurar assistência médica imediatamente. Nunca é demais lembrar: a dengue mata e tudo que for possível para preveni-la deve ser feito!

MAIS NOTÍCIAS

PUBLICIDADE

Rolar para cima