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CBF ultrapassa marca de R$ 1 bilhão em faturamento pela primeira vez na história

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A CBF atingiu no ano passado o maior faturamento da sua história e, pela primeira vez, ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em receitas. O número foi alcançado sobretudo graças ao aumento do número de patrocinadores da entidade. Descontadas todas as despesas e tributos, o lucro líquido da entidade foi de R$ 69 milhões.

 

Segundo dados do balanço da entidade, apresentado nesta terça-feira, o faturamento total em 2021 foi de R$ 1,01 bilhão. Isso representa um incremento de 163% nas receitas na última década, diante de uma inflação que chegou a 80% no mesmo período.

 

No mesmo período, o patrimônio da CBF evoluiu 346%, saltando de R$ 363 milhões em 2012 para R$ 1,62 bilhão em 2021, o que representa um aumento médio de 23% por ano na última década.

 

Os números foram apresentados nesta terça-feira, durante Assembleia Geral realizada na sede da entidade para apreciar as contas do exercício de 2021. As contas da entidade foram aprovadas sem ressalvas.

 

REDUÇÃO DE CUSTOS

Apesar do faturamento recorde, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, afirmou após a assembleia que a meta é reduzir os custos da entidade. A meta é diminuir as despesas correntes e também se desfazer de um jatinho e um helicóptero – que Ednaldo já declarou nem mesmo saber a cor dele.

 

Para a venda das aeronaves, contudo, ele precisa convocar uma nova assembleia, o que deverá acontecer no mês que vem. “Eu vou cumprir fielmente o estatuto da CBF. Tenho vontade (de vendê-las), mas não tenho poder. As aeronaves trazem um custo alto para entidade, de mais de R$ 1 milhão por mês. Quando você coloca num mandato de quatro anos, são mais de R$ 50 milhões (em despesas). Os preços que podem ser auferidos na venda, são mais R$ 50 milhões. Então, estamos falando de cerca de R$ 100 milhões. Mas pra ter uma desalienação de bens, tem que ter uma autorização da Assembleia Geral”, comentou o presidente.

 

Ednaldo Rodrigues também declarou que algumas despesas correntes precisarão ser revistas. “Quando a gente fala em redução de custos, a gente fala em um trabalho de cotações, de buscar sempre a qualidade e o menor preço, e num horizonte em que não tenho só duas ou três empresas que possam prestar aquele trabalho ou fazer aquela venda. O Brasil é um país muito grande. O que a CBF adquire não está só no Rio ou em São Paulo”, disse.

 

“Temos que reduzir custos de situações de jogos. Um árbitro, por exemplo, pode estar no Mato Grosso do Sul e apitar uma partida no interior da Bahia, numa distância de três mil quilômetros, ida e volta. Se você for colocar o custo de uma passagem aérea, é um valor altíssimo, quando pode ter um árbitro da mesma região trabalhando e com a mesma neutralidade.”

Fonte:ESTADAO CONTEUDO

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