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Toledo e representantes da comunidade ucraniana buscam forma de acolher refugiados

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“Vamos deixar que a emoção aflore, pois a partir dela, encontraremos soluções”. Esta frase foi dita pelo prefeito Beto Lunitti durante encontro com a Comissão de Acolhimento de Toledo aos refugiados da guerra entre Rússia e Ucrânia, realizada no fim da tarde de segunda-feira (07). O intuito do encontro foi discutir em conjunto uma forma possível de receber em Toledo em acolher ucranianos e outras descendências residentes na Ucrânia (ex-patriados).

Na reunião estiveram presentes, além de Lunitti, o coordenador da Comissão, Juliandro Ostapechen, de etnia ucraniana, o vice-prefeito Ademar Dorfschmidt, secretários e servidores municipais. Juliandro informou que o Estado do Paraná possui aproximadamente 450 mil ucranianos vivendo em diversos municípios e em Toledo, além de possuir uma comunidade com sede em Ouro Preto, tem filhos e netos de ucranianos com  parentes envolvidos nesta lamentável situação.

Juliandro ainda acrescentou que a Comissão já esteve reunida com diversas pessoas da etnia e interessados no acolhimento,  organizando inclusive os  setores com seus  responsáveis, que deverão ser mobilizados para o real atendimento aos refugiados que aqui porventura chegarem ao município. “Já temos várias adesões do empresariado local para a concretização desta ação, assim como a manifestação favorável da igreja. Também temos outros segmentos da sociedade que estão sendo agendados para visitas futuras com o propósito de buscar possíveis parcerias”.

O trabalho contará com o apoio das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Humano (SMDH) e Assistência Social (SMAS). “A nossa intenção é atender estas pessoas que fogem do conflito e que receberão visto humanitário. Nossa resposta é positiva e somos solidários aos povos estrangeiros”, disse Lunitti, lembrando que já tinha sido posicionado pelo vice-prefeito Ademar sobre o assunto. “Precisamos acolher estas pessoas. São seres humanos que vivem um momento difícil. Imagine, de uma hora para outra, você necessitar abandonar suas casas, seu conforto, sua vida, por conta de uma guerra”, frisou Ademar. O Executivo também já fez contato com o Poder Legislativo e solicitou o estudo de alguma legislação para amparar este acolhimento.

Após trocas de informações a respeito do assunto, o prefeito indicou o nome da secretária da SMDH, Jeniffer Teixeira, para integrar a comissão e acompanhar os trabalhos. Também serão verificados com a coordenação estadual, quais os procedimentos seguintes junto aos órgãos competentes e a possibilidade de quantificar o  números de refugiados para a região, uma vez que o Paraná tem outras comunidades ucranianas em seus municípios.

Situação em nível nacional e estadual – O Governo Federal autorizou em portaria interministerial a criação do passaporte humanitário, possibilitando com direitos e deveres, a entrada destas pessoas em nosso país. O Itamaraty por sua vez, estará trazendo os refugiados até Guarulhos e estes, através da Representação Ucraniano Brasileira e organizações não governamentais do Brasil que se interessam em cuidar desta situação, acolherão inicialmente estes refugiados e posteriormente  encaminharão aos municípios autorizados e preparados, que possuam  capacidade de alojamento e atendimento aos vitimados. O Governo do Estado do Paraná acenou favorável ao total apoio no acolhimento aos refugiados.

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