Destaque, Toledo

Exposições com artistas toledanas integram programação do Mês da Mulher

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O talento indiscutível de quatro artistas locais – Claudia Mallmann, Rose Mary Orth, Pamela Elger e Kathiuscia Mariano – está abrilhantando ainda mais a programação alusiva ao 8 de Março em Toledo. Durante o “Mês da Mulher”, elas vão expor suas obras em importantes espaços culturais do município, permitindo que o público conheça mais de perto o trabalho de cada uma, reforçando o que muita gente já sabe: “Lugar de mulher é onde ela quiser”.

A primeira exposição – “Despetalada”, de Claudia Mallmann – foi lançada na tarde do último sábado (5), no Museu Histórico Willy Barth. A vernissage da mostra “Pintando como uma mulher”, de Rose Mary Orth, está marcada para esta segunda-feira (7), às 19h, no hall do Teatro Municipal de Toledo, e contará ainda com a apresentação artística da bailarina Maria Eduarda Cruz e a performance na qual o grupo do Núcleo Acadêmico de Dança (NAD).

A partir desta quarta-feira (9), o Centro Cultural Ondy Hélio Niederauer receberá as exposições “Um movimento fugaz para o coração”, de Pamela Elger, e “A arte transforma”, de Kathiuscia Mariano. O evento de lançamento de ambas as mostras será às 18h30.

Todas as exposições seguem abertas ao público, durante o horário de funcionamento dos respectivos espaços, até o fim deste mês. Confira abaixo mais detalhes sobre cada mostra e suas autoras.

Artistas e exposições

  • “DESPETALADA”, por CLÁUDIA MALLMANN

Graduada em Ciências Sociais e pós-graduada em Educação Especial, Cláudia é mlitante feminista e dos direitos humanos desde 2002. Em 2012 ministrou aulas de Desenho Realista e de Iniciação ao Desenho e desde 2017 expõe suas obras por meio do “Despetalada”, projeto que surgiu com a ideia de expressar sentimentos e vivências da condição de “ser mulher”.

Em quase cinco anos, as telas já foram expostas em Toledo, Marechal Cândido Rondon, Palotina, Santa Helena, Ampére, Cascavel e Curitiba, suscitando nestes lugares debates e rodas de conversa organizados por sindicatos, faculdades, universidades e movimentos sociais sobre as lutas cotidianas das mulheres. “A confecção das obras tinha o intuito de expressar algo que precisava ser dito com tanta urgência, com um grito tão alto, num desabafo tão intenso que não havia tempo para o perfeccionismo da técnica. Eu acredito que para lutar por mudanças, precisamos conhecer a realidade. Esse projeto pretende então, desnudá-la. Uma realidade que é tabu, que se esconde entre as paredes de lares e instituições sociais. Um sofrimento pelo qual muitas mulheres passam caladas em virtude do medo e do julgamento da própria sociedade”, explica Cláudia.

  • “PINTANDO COMO UMA MULHER”, por ROSE MARY ORTH

Nascida em Toledo, Rose Mary Orth teve seu primeiro contato com a técnica óleo sobre tela na unidade de Toledo do Serviço Social do Comécio (Sesc) na década de 1990, com a professora Ivania Donassolo. A partir de então, foi aprimorando suas técnicas com os professores Marcos Damascena (Toledo), Helvécio de Morais (Belo Horizonte), Ernandes Barboza da Silva (Piracicaba) e o resultado deste processo poderá ser visto na exposição “Pintando como uma mulher”, que reúne trabalhos dos últimos 12 anos.

Há 20 anos a artista integra a Associação Internacional de Pintores com a Boca e os Pés há mais de 20 anos e já teve suas obras em exposição em mostras coletivas realizadas no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e várias cidades do Paraná) e na Argentina (Buenos Aires). “Os temas partem de experiências do olhar impactados por emoções positivas ou negativas. Com vários processos técnicos apreendidos e tantos outros por serem assimilados, buscamos conquistar todos os dias sua autonomia, dignidade e liberdade”. pontua Rose Mary.

  • “UM MOVIMENTO FUGAZ PARA O CORAÇÃO”, por PAMELA ELGER

Formada em licenciatura em Filosofia e cursando Ciências Contábeis, Pamela Elger, de 31 anos de idade, é iniciante no mundo das artes. Trabalha com pinturas e desenhos desde 2017 e em 2020 e 2022 teve projetos audiovisuais – “Aquerela/policromos” e “Flores e vagalumes”, respectivamente – aprovados pelos editais da Lei Aldir Blanc.

Parte do seu trabalho pode ser conferido em sua página no Instagram e em seu canal no YouTube. “Minhas maiores influências são a arte contemporânea com especial admiração aos impressionistas e as suas explorações de vivacidade de cores e sensações. Tenho profundo interesse também por retratar o feminino. Exploro diversas técnicas e materiais com suas texturas e possibilidades. A pintura, a meu ver, deve expressar sentimentos e promover um momento mágico de imersão e apreciação. Ela deve gerar no espectador um momento de encanto, mesmo que fugaz, nas rotinas cada vez mais corridas do nosso dia a dia”, salienta Pamela.

  • “A ARTE TRANSFORMA”, por KATHIUSCIA MARIANO

Katiuscia iniciou sua trajetória nas artes por meio do artesanato. Suas aptidões com pintura em tela e desenho artístico começaram com as aulas de pintura ofertadas pela Casa da Cultura a partir de 2012, ministradas pela professora Marta Guder.

Anos depois, ela fez aulas de pintura em tela com a professora Edy Braun, adquindo conhecimentos que a credenciaram a ingressar no curso superior de Licenciatura em Artes Visuais. “Com inspirações diversas, meus trabalhos têm como ponto forte a escolha por cores vivas, criando um entrosamento entre tons que elucidam aquilo que desejo expressar em cada tela”, explica Kathiuscia.

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