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Setores da Saúde do município e estado debatem gestão do Hospital Regional

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Diversos setores políticos e entidades da região oeste se reuniram nesta sexta-feira (18) para debater sobre a abertura do Hospital Regional de Toledo (HRT). Representantes do Estado do Paraná estiveram no Auditório Acary de Oliveira, na Prefeitura, e iniciaram a discussão de um modelo de funcionamento da unidade hospitalar para atender os 18 municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal de Saúde Costa Oeste do Paraná (Ciscopar).

Com mais de 95% das obras concluídas, conforme o vice-prefeito Ademar Dorfschmidt, agora se faz necessária as tratativas para a gestão do hospital. “Esta é a primeira vez que nos reunimos, neste formato, para discutirmos a abertura do Hospital Regional de Toledo. Aqui estão pessoas que vieram para discutir o atendimento e as formas de custeio dos serviços que ali serão prestados para a população de toda a abrangência da 20ª Regional de Saúde”, disse.

A proposta apresentada pelo assessor de Gabinete da Sesa, Ian Lucena Sonda, é dividir a abertura do HRT em duas etapas. No primeiro momento por meio da administração direta da Prefeitura de Toledo, colocando em funcionamento 20 leitos de Clínica Cirúrgica, 10 leitos de Clínica Médica, 10 leitos de unidade de terapia intensiva geral geral (UTI) e 2 salas de centro cirúrgico para cirurgia geral, urologia e vascular.

Com esta primeira etapa em funcionamento, iniciaria a busca pela cessão onerosa para implantação a segunda etapa, chegando a 32 leitos de Clínica Cirúrgica, 19 leitos de Clínica Médica, 8 leitos de Psiquiatria, 10 leitos de 10 leitos de unidade de terapia intensiva geral geral (UTI), 4 salas de Centro Cirúrgico para cirurgia geral, vascular, ortopedia e urologia, além de Pronto Socorro Referenciado e Agência Transfusional. Ian também apresentou valores que seriam repassados pela Sesa ao município para custeio dos serviços, por meio de autorização de internamento hospitalar (AIH), e demais pagamentos por procedimentos, totalizando aproximadamente R$ 660 mil/mês.

Segundo Ademar, esta foi a primeira proposta para a gestão do HRT e existe a intenção da Sesa no funcionamento da unidade hospitalar. “Eles trouxeram um planejamento, não achamos viáveis alguns pontos e vamos agora debater internamente, com o Gabinete do Prefeito e a Secretaria de Saúde, para avançar e chegarmos a viabilidade. Toledo neste momento não pode assumir a abertura do Hospital Regional sozinho, mesmo tendo esse apoio proposto pelo Governo do Estado”.

O evento teve a participação, além do representante da Sesa, a presença de prefeitos dos municípios partícipes do Ciscopar, vereadores e vereadoras toledanos e integrantes do Conselho Regional dos Secretários Municipais de Saúde (Cresems), do Consamu, da 20ª Regional de Saúde, da Promotoria Pública e da Universidade Federal do Paraná (UFPR/Toledo). “Pela primeira vez deixamos de discutir obras e passamos a falar da gestão efetiva do Hospital. A explanação foi muito bem feita, com dados técnicos. Talvez se não fosse a espetacularização e a criminalização desta obra, estaríamos com nossa população sendo atendida”, disse o presidente da Câmara de Vereadores de Toledo, Leoclides Bisognin.

Para o prefeito Beto Lunitti, o HR é um tema relevante e desde o seu retorno à Chefia do Executivo foi tratado com muito afinco. “Agora efetivamente o Governo do Estado vem com algo mais concreto. É uma sugestão tecnicamente apresentada e apontando as competências de cada ente federativo. Nosso desejo é que os serviços que precisam ser feitos no Hospital Regional aconteçam. Quem vai pagar a conta, a pessoa que necessita do serviço não quer saber”. Lunitti afirma que no primeiro momento, a busca por uma entidade filantrópica é a solução mais viável.

Essa discussão já vinha sendo feita, porém, conforme Lunitti, ainda não havia ocorrido um posicionamento oficial. “Solicitamos ao secretário da Sesa, Beto Preto, uma posição do Governo do Paraná, ele prontamente nos atendeu e trouxe algo. Agora vamos nos debruçar, buscar a ajuda de toda a sociedade para abrir este hospital. Todos que tiverem a intenção de somar neste processo serão muito bem vindos”, concluiu Beto.

Filantropia – Sobre a possibilidade de uma entidade filantrópica assumir o Hospital Regional de Toledo, Ademar Dorfschmidt, citou o exemplo o Hospital Bom Jesus, mantido pela Associação Beneficente Hospitalar do Oeste do Paraná. “Sou um grande defensor do Hospital Bom Jesus e é preciso destacar a importância deste título para uma entidade. Tenho autonomia para falar tanto de política, quanto de filantropia, pois fui incansável na busca por essa condição para o Bom Jesus, quando ele ‘fechou as portas’. Contei com o apoio do então senador, hoje deputado federal, Sérgio Souza e do deputado federal já falecido, Moacir Micheletto, para entender e aprender onde buscar o apoio. O Bom Jesus é um exemplo de que a filantropia pode ser a solução para termos mais uma casa hospitalar atendendo os 400 mil habitantes na área de abrangência da 20ª Regional de Saúde”, concluiu.

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